Time Wasters

sábado, 4 de maio de 2013

Artwork

Realizamos nesse feriado último a photo session para o álbum. O competente pessoal da SG Photos (http://www.facebook.com/photossg?fref=ts) efetuou o trabalho de forma exemplar, buscando todos os ângulos do mundo e sendo muito minuciosos com tudo que você possa imaginar. Eles abraçaram perfeitamente a visão que tínhamos para a capa, assim como para a parte de letras e méritos. Não é muito do nosso feitio ficar postando prévias e dando muitas dicas de coisas que estão sendo investigadas internamente. Então o jeito é aguardar ficar pronto e aí desfrutar do que foi feito. De toda forma, Karol e Iankoski conseguiram alguns takes bastante promissores e estou aqui no processo de peneiragem e seleção das imagens para que eles façam a pós-produção das mais geniais. Ah, desta vez não lançaremos o cd em versão física (pedimos perdão aos colecionadores), mas esta decisão também é irreversível.
Tudo no Musique, e aí incluem-se a arte e os clipes que fizemos, sempre primou por uma grande dose de experimentalismo. Quando o André Flores fez as primeiras capas, ele as fez sem cobrar um centavo sequer - apenas guiado pelo desejo de fazer experiências artísticas. Da mesma forma, quando fizemos o clipe de animação com o Ozi, que teve um custo ridiculamente baixo, isto foi uma experiência bem diferente para o desenhista, e que veio por enriquecer sobremaneira a exposição visual do Musique. Os clipes feitos com fotografia com a Ana Carolina Sanches também foram um passo a frente que demos, disponibilizando um álbum todinho (o Sectors) em versão visual. Assim como as loucuras pedéstricas com o JF e com a arte que descolamos para o Silhouettes. 100% experimentação. 
Sempre fizemos muitas parcerias durante esses quase dez anos de música. Com o Emílio, Caveira, Renato e Mundo Moinho na produção (e quem produzirá este último?...). Com os vários vocalistas que participaram e deram um charme peculiar aos álbuns passados. Aprendemos muito com os ingleses do Massive Attack nestes anos - colaborações externas podem ser como fusões que elevam a música e a arte a patamares ainda mais elevados de qualidade, pois aí temos uma pluridade de esforços indo ao seu ponto máximo de envolvimento.
Por tudo isso encerramos este post neste tom de gratidão a todos estes envolvidos e que embarcaram, seja direta ou indiretamente, neste aventureiro manancial de experimentações que tornaram-se os cds (e aspectos adjacentes) do nosso Musique.

Hasta la vista, baby!

 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Por que encerrar?

                                                     Extremes, primeiro álbum do Musique

Musique foi criado em 2004, no meio das gravações do Dark Sparks da Aberdeen, pois sentíamos a necessidade de incluir alguns loops ao álbum. Nessa época aqui em Rio Grande, loops e partes eletrônicas em músicas próprias eram coisas ainda pouco exploradas. Pedimos ao Emílio Martins (RIP) para que o mesmo elaborasse os loops do álbum. Até hoje, não sei se por preguiça dele ou por ele confiar na nossa visão para os loops, ele me deu pequenas instruções ali mesmo no Estúdio Sonoris para mexer no Fruity Loops, provavelmente o Fruity Versão 3, ainda. Nisso, saíram os loops que você conhece (ou deveria conhecer) para Edge Of Thorns, Swallow My Pride, Freeze, Living My Way. O loop de Girl Song foi feito em parceria por Erlon M e Emílio. 
Mesmo tendo ficado feliz com estes loops, eles soaram ainda distantes do que eu imaginava, então passei a mexer com este programa de loops e experimentar no mesmo. Ainda antes de lançar oficialmente o Dark Sparks, o Musique já havia dois discos com estas tentativas: o Extremes e o Diaphane. É. Realmente foi demorado para lançar o Dark Sparks e foram processos muito rápidos e toda uma miríade de novas possibilidades sonoras aparecendo para lançar estes dois discos do Musique. 
Quase dez anos depois, posso dizer que já consigo fazer loops. Ainda não a nível gringo. Ainda não uso nem 15% do que o Fruity Loops oferece. Mas já consigo transpor para o âmbito musical praticamente tudo o que imagino musicalmente em termos de música eletrônica e ambient. 
Desta forma, o ciclo do Musique chega ao seu fim, pois o objetivo da banda foi alcançado. Talvez não acabe a minha relação com o eletrônico. Mas chega um determinado momento em que precisamos avaliar se os nossos objetivos e metas são alcançados. E posso dizer que o Musique superou - e superará ainda mais com este último disco - a ambição de entender um pouco mais o encantador mundo da composição de música eletrônica. Mundo este do qual já sinto saudades. Mas este adeus é um definitivo, como todos deveriam ser. 

See you later, alligator!