Time Wasters

domingo, 18 de agosto de 2013

Última Faixa

Hey folks, 
A última faixa do disco ainda não um nome. Já tivemos três títulos distintos para ela, mas de toda forma vai falar sobre um pouco do que o Musique representou e tecer alguns agradecimentos. Por sinal, por motivos melódicos e de métrica foi difícil expressar certas coisas em palavras, em especial a como me referir ao pessoal que cantou com o Musique nos álbuns. Estes ganharam a tag 'co-singers' na letra, já que foi o melhor encaixe com o que vínhamos fazendo na melodia lá. 

Será uma faixa com uma levada super similar à de Kluster, do primeiro álbum, com a caixa de bateria em 4 e 7, se formos contar a batida como um 8/8 clássico. Será bastante densa e com aquelas estrofes super trevosas e atonais com uma tonelada de tribais e caixas quebradas em locais distintos. Mais uma faixa desafiadora para os nossos amigos bateristas! No final, o mesmo efeito lento e sem métrica que adotamos no final de Floater, do Reverse. O produtor me disse várias vezes como se chama esse efeito de ir deixando mais e mais lento no final, mas já esqueci. Quem mandou eu não estudar música?

Um pouco de orquestrações também adentrarão essa faixa, um pouco menos explícito do que fizemos em Burden, no Soundtracks For Pedestrians, mas tem mais ou menos a mesma intenção ali. 

Bem, acho que na sequência das postagens iremos falar sobre alguns detalhes da gravação dos vocais e de como a produção foi feita, para mais tarde darmos início às postagens das letras traduzidas, ou de fragmentos das mesmas, bem como o título do álbum, data de lançamento... enfim, outras notícias e curiosidades que possam ser relevantes aos poucos, porém fiéis acompanhadores da nossa carreira.

Nos vemos!

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Penúltima faixa

Buenas, a faixa oito do disco será, como informado anteriormente algo mais hermético e um tanto mais desafiador. Essas faixas costumam ser as maiores growers: as que ficam cada vez mais interessantes conforme o investimento dado pelo ouvinte. A ideia inicial era que a faixa fosse toda tribal, mas aí testamos algumas outras coisas e ficou legal. Vai ter toneladas de tribal, mas não só isso. 

O produtor do disco (acho que revelo essas informações em mais um ou dois posts) gamou numa parte mais drum and bass, uma certa guinadinha que a música dá ali em um certo momento mais sexy e arrebatador. Semanas depois de iniciarmos a produção ele me mostrou algo que ele compôs baseado nessa ideia. Tem coisa mais sensacional do que ter suas ideias inspirando outros músicos? E melhor ainda quando os próprios têm a humildade e benevolência de admitir a inspiração! Yeah, quando você diz se inspirar nos grandes dinossauros dos estilos é muito confortável, passa credibilidade. Agora quando é feito por um bobalhão loser de uma cidadezinha do sul do Brasil, aí isso seria admitir fraqueza ou inferioridade? Que bobagem! Música não é competição. O Musique sempre fez de tudo para levantar a barra da arte ao próximo nível, então nada mais justo do que receber os louros pelo duro trabalho.

Então, essa faixa aqui busca reaver um pouco o vibe sensual da Femme-Fatale lá do Sectors. Sei que aquela música é inigualável, e tudo o mais, mas essa aqui também tem lá suas qualidades. Não é exatamente uma tentativa de copiar aquele vibe, mas de tentar ir super profundamente numa atmosfera claustrofobicamente e propositadamente focada numa intenção sensual. Certas coisas que a gente fez na nossa carreira acabaram sendo sensuais por outros motivos - seja porque a batida era bacana, porque as notas eram profundas, etc. Mas aqui é tudo direcionado a isso: incluindo a letra. 

Enfim, basicamente todos os hooks vocais do álbum foram compostos como no Soundtracks For Pedestrians: andando pelas ruas e sendo inspirado pelas luzes da cidade e pelo orvalho que cai sobre a relva, além, claro, de refletir momentos e angústias pessoais do compositor. Vamos encerrar a carreira fazendo o que sabemos fazer melhor. Com o que já foi testado e aprovado anteriormente, mas logicamente soando como Musique 2013. 

Hasta!
 

domingo, 4 de agosto de 2013

Faixa Sete

Ae. 
Cara, a faixa sete do disco será uma instrumental. E quando digo instrumental, ela é realmente sem nada de vocal. O Musique teve a 'Loneliness' no Soundtracks For Pedestrians, que seria uma faixa instrumental, mas aí inserimos o robô. Arriscamos violentamente naquele approach, já que estávamos vindo de um disco 100% instrumental e outro com apenas 2/6 faixas com vocal. Aí no Soundtracks todas tiveram vocais, porém a 'Loneliness' fez bem esse link com o tínhamos feito em 'Lounge', no Reverse - com os vocais programados no robozinho simpático do Fruity. A 'Passage' do Silhouettes foi toda instrumental, mas não era bem uma faixa com início, meio e fim, era mais algo para setar o tom para a Universal (tanto que ela se chamaria Intro: Universal, mas mudei o título no último minuto) Enfim, aqui nesta faixa não há QUALQUER vocal. É o Diaphane sendo trazido de volta quase que sem re-roupá-lo. 

Basicamente, se há algo aqui que reflita alguma evolução artística é a melhor produção, pois a música soa como 2004 MESMO: 4 notas em caída com a quarta delas em dissonância, camada em cima de camada vindo e somando ao todo harmônica ou não-harmonicamente, meião musical profundo e obscuro, e aquela bem costurada e tramada retomada ao início. Diaphane essencial aqui, e foi a última faixa feita para o disco. O plano era fechar o registro em oito faixas, mas aí aquele diabinho da minha mente que há anos urgia por uma instrumental a la 2004 venceu o braço de ferro com o anjinho da evolução e do olhar pra frente. Devo dizer felizmente.

Na verdade, o que a gente trouxe de elemento novo aqui foi um pouquinho de polirritmia, o que é algo pouco usado aqui na minha cidade. Até há pessoas que ouvem o Tool, o Meshuggah e outras bandas que fazem uso da polirritmia, mas infelizmente não o aplicam em sua música. Salvo uma levada na faixa 'Get Away', da Rage Inc. composta pelo Alex Castanheira (ou talvez pelo Erlon M.), eu não lembro nada que tenha feito uso deste recurso em composições próprias aqui na cidade. No Silhouettes trouxemos um pouco disso na faixa 'Plead', e ficou do cacete. Agora houve espaço para usar aqui também, um pouco menos complexo do que na composição de 2012, mas ele está ali, e todo mundo que conheceu a faixa até agora adorou o que fizemos nesses termos. Ou seja, aqui está mais discreto, mas bem melhor composto. 

Bem, só há mais duas faixas para falarmos sobre. Então fiquem ligados, pois são as faixas mais diferentes do álbum. Ele vinha nessa continuidade midtempo e super soundtracky. Agora, as faixas de encerramento quebram esta sequência, e terão alguns experimentos diferenciados. Serão faixas mais perturbadoras um pouco, ou como diria o Régis resenhando o Sectors, trazendo um lado com mais essência trippy - porém sem fugir ao desafio de quebrar paradigmas sonoros.

Ah, a faixa instrumental possui um título em castelhano, assim como a nossa faixa de 2004 'La Chocallia', do Diaphane. Vem sendo muito legal tentar superar este disco, que sempre foi o meu favorito overall. Acho que o novo finalmente conseguirá a façanha. Tudo indica que sim. 

Forte abraço!