Comentando aqui sobre faixa 4 do disco: ela é uma bem mais pop aqui. Tem umas progressões de notas mais convencionais e menos hipnóticas, mas o legal é que ela praticamente toda se baseia em riffs. Não e só apenas o riff principal. Segue também com riff da ponte, riff de saída. Tem um bocadinho de notas ao longo dessa aqui e o foco é nessa fusão de notas mesclada com os vibes que acontecem ao longo da degustação da faixa. Ela é um som super trilha sonora em seu instrumental, tem uma cadência bem gostosa. A montagem dela é cheia dos vai e vens e não vai e não vens. Intrigante para quem presta atenção nessas coisas. Nessas costuras e emendas. Nesses rasgos e remendos.
A letra dela fala sobre uma inconformidade sobre alguns pretensos artistas que nada fazem musicalmente além das suas composições toscas e covers previsíveis e ficam achando que são superiores aos artistas que realmente fazem arte relevante. Sobre gente que gravou poucas ou raras vezes e que não sabe nada de produção, de composição, de harmonia e fica lá compondo seu lá menor, fá, dó e sol de todo dia, super não somando nada para coisa alguma.
Essa faixa segue a tradição que estamos anunciando para o disco de muitos tribais, muitas partes mega dark a la Diaphane e menos camadas de vocal também, é algo relevante de se dizer. Estamos confiando plenamente nesses hooks e não vem sendo necessário povoá-los com muitos backing vocais. Vem sendo tudo muito direto ao ponto, o que também não deixa de ser um aspecto novo aqui para nós do Musique. Essa dependência por N camadas vocais que tínhamos foi um pouco deixada de lado neste álbum.
Era isso. Seguiremos com posts regularmente. Continuem visitando aqui e acompanhando nossa despedida!
Nenhum comentário:
Postar um comentário