Time Wasters

sábado, 28 de setembro de 2013

Da produção

Bem, conforme havíamos prometido, vamos falar um pouco sobre alguns detalhes da produção do álbum. Após termos dado uma perspectiva global de como cada música soaria no todo do álbum, é hora de abrir um pouco mais o jogo. 

Iniciamos em março de 2012 a concepção deste álbum, bem como com a ideia de que seria o último disco de nossa carreira. As músicas nasceram em caminhadas, como já expusemos em postagens anteriores. Em seguida, fomos caçando o que a cabeça imaginava no Fruity Loops 10. Pacientemente, as peças foram se encaixando e as batidas e vibes começaram a ter vida. A banda vinha há um bom tempo trabalhando com o Fruity Loops 5. Então, termos migrado para o 10 foi um sopro de ar fresco. O software está muito melhorado e mudado. Não oferece AQUELE recurso que o 3 oferecia de 'fit', que a gente usou nos dois primeiros discos e criou aquela sonoridade única, mas trouxe muitos avanços e abriu um grande leque de opções. Vocês notarão que o som do disco estará bastante quente, mesmo soando mais digital do que no Soundtracks e Silhouettes. 

Daí, a busca pelo produtor foi algo que nos tomou muito tempo. Queríamos ser muito minuciosos com os vocais, e precisávamos de alguém muito familiarizado com esse approach experimental. Tínhamos que ter alguém ousado, com bom ouvido, e que fosse rápido (e não muito caro, of course) ao produzir. Então, após termos conhecido o trabalho de dubstep do Gabriel Cozza, ficou muito claro que ele era o elemento que exponenciaria a produção desse disco ao próximo nível. Então, após uma rápida conversa, o Gabriel (a.k.a. Pexe) topou fazer a produção e levei ao mesmo as tracks instrumentais para que ele fosse dando sua roupagem. 

Após uma longa espera por novos softwares para o estúdio do Pexe, em 3 ou 4 noites, fiz os vocais. Eu estava terrivelmente doente e gripado, e é possível notar isso em algumas faixas. Mas, de toda forma, isso não chegou a ser um grande empecilho, pois conseguimos takes sólidos de vocal em todas as tracks. O espírito aventureiro nos vocais predominou nas sessões. Como sempre, músicas que eu não tinha muitas ideias de camadas ou de como povoar os espaços mais instrumentais acabaram tendo bons hooks. Enquanto isso, o Pexe ia pondo efeitos maravilhosos em tudo, acomodando as vozes nas músicas e, claro, tentando todas as possibilidades do mundo. Foi muito divertido e proveitoso. 

Após algumas sessões de mixagem e masterização, conseguimos deixar o material em 90% pronto [as of September 2013]. E aos poucos vamos polindo os últimos detalhes para fecharmos a parte de mixagem e masterização. Como o próprio Gabriel Pexe me disse em um certo momento da gravação "Essa merda tá ficando pesada!" Acho que essa frase simboliza bem como vai soar o disco. Então, continuem sintonizados porque temos ainda algumas últimas informações relevantes a passar antes do lançamento desse nosso lindo filhote, e claro, do término oficial da carreira do Musique. 

Cheers!

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