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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Favoritinhos 2015

Escrevo o meu melhores do ano desde 2006 (orkut), e minhas listas se caracterizam por bastante fidelidade e repetição dos mesmos artistas. Aqui em 2015, posso afirmar que há um número bastante elevado, para os meus padrões, de bandas que nunca haviam estado na minha lista. Isso é algo que muito me alegra, pois foge do óbvio e ajuda-me a manter-me motivado, prestando atenção ao cenário, sempre procurando por bandas e artistas que possam elevar a arte ao próximo nível.

20 Kutless - Surrender - banda alternativa que eu ouvia loucamente até mais ou menos 2007. Daí, lançaram alguns álbuns meio mais ou menos, um pouco estabanados. Surrender, que é mais melódico, os colocou de volta no caminho certo.

19 Motörhead - Bad Magic - minha lista estava pronta antes do previsível/lamentável falecimento do Lemmy. Aqui mais uma prova de que eles não têm só uma música ou álbum bom. Bad Magic é outro álbum com a peculiar identidade, mas com pitadas de novidades aqui e ali.

18 Ektomorf - Aggressor - os mestres do metal húngaro superaram há muito tempo os seus mestres - a saber: o Soulfly. Com uma música bem mais pesada e menos cabeça, eles, com suas pitadas de Coal Chamber, sempre criam álbuns que são pura adrenalina.

17 Audiotopsy - Natural Causes - com o Mudvayne mais acabado do que em hiato, dois dos integrantes criaram esse projeto aqui - que é bem similar ao Mudvayne da fase Lost And Found. É menos quebrado e ainda mais agressivo. Tomara que lancem mais coisas.

16 Queensrÿche - Condition Hüman -> após todas as indecisões e confusões internas, a banda de Seattle (que não era grunge, passou a sê-lo e agora não é mais) lança meu melhor álbum não-grunge. Daqueles álbuns que você duvida que sejam superados, pois é realmente ótimo.

15 Def Leppard - Def Leppard -> não é fácil soar relevante nesse estilo. Houve um desgaste realmente grande dessa coisa hard rock açucarada. Mas os britânicos aqui manjam muito de carisma, e boas melodias & ganchos, que são coisas raras nos dias atuais.

14 Saint Asonia - Saint Asonia -> Mike Mushok (o do Staind) juntou forças com o ex-vocalista do Three Days Grace e saiu esse álbum que é um belo meio termo entre as duas bandas. Um pouco mais para 3DG, é verdade. Mas as melhores músicas, obviamente, são as mais Staind.

13 Pop Evil - Up -> banda que tem um nomezinho terrível, mas faz uma interessante fusão de Monster Magnet, Imagine Dragons e Nickelback, com grandes vocais e um espírito alternative/pop bem aventureiro. Grande descoberta.

12 Morgoth - Ungod -> banda de Death Metal que acabou, deixou saudades, retornou, fez uma tour, percebeu que tinha bala na agulha e fez o seu melhor disco. É old school, mas é muito original e viciante.

11 Moonspell - Extinct -> todos seguem o líder. Às vezes eles decidem que o mundo deve ser black metal ou folk, mas em discos como esse aqui, eles apontam para o rumo do gótico mais puro. E todos obedientemente os seguirão.

10 Sevendust - Kill The Flaw -> umas das discografias mais coesas do mundo. 7dust não surpreendendo, mas re-fidelizando o seu fã fiel com mais um álbum bastante interessante e diversificado.

09 Faith No More - Sol Invictus -> álbum que só faz crescer a cada ouvida. Essencial e muito necessário, com músicas bem equilibradas em termos de performances dos músicos.

08 Lifehouse - Out Of The Wasteland -> música perfeita para se ouvir no rádio, com apelo FM, mas com muita paixão e emoção.

07 Fear Factory - Genexus -> FF soando um pouco mais físico, mais intenso e dividindo bem o seu álbum em momentos metal e industrial, ao invés de sempre tentar fundi-los.

06 10 Years - From Birth To Burial -> sempre indo muito além do óbvio e fazendo um alternative denso, inteligente, surpreendente, motivante e refrescante. Geniais e incompreendidos.

05 Amorphis - Under The Red Cloud -> aumentando a complexidade e a sabedoria para desafiar o seu ouvinte com muito requinte - o que é exatamente o que o fã dessa banda espera dela. Lembra um pouco o vibe do álbum Elegy.

04 Paradise Lost - The Plague Within -> praticamente completando o ciclo, retornando com força às raízes doom metal. Recapturando aquela "manha" de fazer melodias mega profundas & carismáticas, agora com sete cordas de guitarra.

03 Collective Soul - See What You Started By Continuing -> indo de cabeça no rock FM, cortando os excessos de clichês acústicos, e com pitadas alternativas bem sacadas.

02 Coal Chamber - Rivals -> Consistente, intenso, raçudo e mega pesado. Dez Fafara realmente faminto aqui, com vocais fulminantes e soando melhor do que nunca, apesar dos 20 anos de drives & guturais.

01 Shape Of Despair - Monotony Fields -> até aqui o melhor álbum da década de 10. Uma muralha de peso, beleza e agonia. Certamente nos top 3 discos de Doom Metal de todos os tempos, junto com o Forest Of Equilibrium e o Turn Loose The Swans - ambos com mais de duas décadas de idade.

2016 promete.
Abraços.

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