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terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Lançamentos favoritos 2024!

18o ano consecutivo - 18 listas! \o/

Se 2022 e 2023 tivemos álbuns que eram facilmente campeões de seus anos, em 24 tivemos uma briga dura nas posições de pódio. Nenhum disco, a meu ver, com potencial para clássico da música (não teve novo do Bush ou Staind, né). Contudo, há álbuns nessa lista que são de artistas experientes - que passaram por muitos altos e baixos nas suas carreiras - mas que, aparentemente, estão em momentos de altos agora, com lançamentos consistentes e caprichados.
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10 Seether - The Surface Seems So Far -> nem eu entendo porque eu ainda acho que vou pegar um disco novo do Seether e me surpreender. Fico esperando que eles comecem a pegar mais leve, dar uma experimentada... mas nada disso acontece. Pelo visto será sempre grunge pesado e apaixonado. Recomendado para os apaixonados pelo estilo... como eu!
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09 Billie Eilish - Hit Me Hard And Soft -> yeah, esse disco é bem badalado e todo mundo fala maravilhas dele. E ele é bem bom mesmo. Uma das melhores produções que eu já ouvi. E as composições também são praticamente todas boas. Achei esse disco aqui bem melhor que o anterior, que era meio all over the place.
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08 Six Feet Under - Killing For Revenge -> bater no 6fu é fácil, dado que a banda pisou na bola feio bastante ao longo da carreira. Mas é importante fazer justiça quando a banda lança algo de alto nível. Eles também estiveram desse lado positivo da balança, fazendo discos bastante clássicos do death metal. Esse aqui não chega a ser um clássico, mas não é digno da pancadaria que vem recebendo por conta de uma ou duas faixas um pouco abaixo.
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07 Smashing Pumpkins - Aghori Mhori Mei -> beleza, Billy Corgan. Esse é o caminho certo. O caminho que todo mundo estava esperando: uma fusão coerente de rock (mais) e eletrônico (super menos). Agora vamos lapidar um pouco mais os ganchos vocais, porque essa necessidade de ser muito extravagante o tempo todo tá tirando boa parte do potencial do cara querer ouvir teus discos de novo. É quase o Smashing que amamos - nervoso e inteligente. Só falta conseguirmos cantar junto.
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06 Vltimas - Epic -> o Vltimas não é o Morbid Angel, obviamente. Mas tem na banda o David Vincent, que foi do MA. E aqui ele fez um movimento parecido com o de sua ex-banda. Após um primeiro disco bem sanguinário e dominado por insanidade e brutalidade, esse segundo é mais inteligente, cerebral e cadenciado. Acho que eles tiveram um pouco de medo de experimentar demais e perder alguns fãs, mas mesmo assim é um passo a frente.
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05 P.O.D. - Veritas -> Por que ninguém está falando desse disco? Tchurma do new metal... vocês estão seriamente me decepcionando. Ficam aí glorificando álbuns fracos de bandas bem menos inspiradas (LP) só porque ganham likes dazgata - e não estão ouvindo as coisas realmente boas do estilo. Pra ser honesto, eu nem estava esperando nada tão bom do P.O.D., mas esse aqui periga ser o melhor disco deles, ou o segundo melhor, no mínimo. Então dá uma chance.
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04 Cigarettes After Sex - X's -> Cigarettes no novo álbum dando uma evoluidinha de leve na formatação dos grooves, o que deu uma refrescadinha na fórmula. Eles deram uma maximizada geral na identidade, indo de faixas mais melancólicas até as suas menos melancólicas da carreira. Então, ao mesmo tempo que há mais sons com cara de single, outras faixas vão mais fundo no lado negro da força, que obviamente são as favoritas de Riquessoares.
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03 Jerry Cantrell - I Want Blood -> se o Brighten era um disco bom para burro, mas deixava a gente com um pé atrás, do tipo, ooh será que Jerry Cantrell agora vai focar em escrever música good vibes, esse I Want Blood super retoma a seriedade - embora não nível Dirt ou Degradation Trip. O álbum meio que demora um tempo para pegar. Precisa ouvir umas 5 vezes em uma semana de cabo a rabo - daí vais amar, como sempre! As melhores faixas meio que chegam tarde no disco, então demora um pouco para encorpar... mas vale muito a pena!
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02 Collective Soul - Here To Eternity -> bah, um disco com 20 faixas e zero composições fracas. Isso simplesmente não existe mais. Mas quando a gente fala dos reis da consistência - o Collective Soul - isso é perfeitamente possível. Eles vinham fazendo discos quase nível Ramones de previsibilidade, mas um álbum de 20 faixas realmente permitiu que eles dessem uma ampliada. Eles têm a manha de fazer o que o Pearl Jam adoraria estar fazendo, mas não consegue de jeito maneira, que é infundir rock da raiz de uma forma não forçada no som. É uma dessas bandas que periga estar no seu auge artístico agora, tipo, mais de trinta anos após sua formação.
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01 Lenny Kravitz - Blue Electric Light -> li que o Lenny Kravitz escreveu três discos durante a pandemia e que lançaria essas coisas aos poucos. Esse Blue Electric Light é o primeiro da suposta trilogia. Só não é nota dez porque a faixa 1 é ligeiramente longa demais e tem umas escolhas meio estranhas de produção. Mas de resto é todo perfeito - já foram feitos 4 clipes (bem caros) para divulgar esse disco, bem mais que para os anteriores. A confiança nesse material se justifica porque são, tipo, 11 singles potenciais dentre 12 músicas. Não é um disco muito desbravador, como os 2 anteriores, mas mostra um artista em seu ápice de maturidade e com muita sabedoria para compor seus singles com foco e direção (e ao vivo é um cara que opta por fazer idêntico ao CD, o que mostra seu comprometimento com seus arranjos).
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Que venha 2025 e que siga trazendo coisas que mantenham viva a música com essência!
Rk

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