15. Musique - Lights And Shades - (Nunca incluo bandas ou trabalhos meus nos meus tops do ano,
mas abri uma exceção, for the career's sake)
14. Sevendust - Time Travelers & Bonfires - Aqui 7dust going acoustic. Algumas músicas novas
feitas nesse formato violístico e algumas regravações versão clean de clássicos, que ficaram
até melhores que as originais elétricas. Foi possível, com essa "limpeza sonora" analisar
melhor as camadas que a banda empilhava nas suas canções pesadas. Resultado? Interessante em
algumas, mas genial na maioria. 'Trust', por exemplo, ficou lindíssima.
13. Lacuna Coil - Broken Crown Halo - Fórmula Lacuna Coil dando desgaste aqui, o que ocasionou
a saída de dois membros de uma formação que vinha há quase 20 anos junta. Cris Scabbia
cantando melhor que nunca, mas Andrea Ferro praticamente deixado de lado. É necessária uma boa
repetição de audições para achar-se coisas sensacionais aqui, mas elas estão presentes.
'Hostage To The Light' e 'I Burn In You' devem ser minhas favoritas.
12. P.O.D. - SoCal Sessions - Tal como o álbum do 7dust, o P.O.D. fez o seu unplugged. Aqui
apenas regravações. Eu geralmente não incluo esse tipo de álbum nos meus tops, optando por
ineditismo, mas como sou nostálgico ao extremo, não deixa de ser uma viagem curtir a re-
roupagem dessas músicas que foram presença constante nos tempos em que o rock alternativo era
o troço mais pesado que havia no mundo. Adoraria que saísse em DVD. 'Youth Of The Nation'
acústica destacou uma melancolia que eu não havia notado na versão pesada.
11. At The Gates - At War With Reality - Oh, os mestres do Gotemburgo Metal! Sempre que uma
banda que tem uma supremacia em um estilo musical retorna, fica a pergunta "Será que seguirão
reinando?" Aqui foi uma resposta fácil. At The Gates lançou um álbum absolutamente digno de
seus melhores momentos. Claro que está mais para circa 1995 do que para os seus primórdios,
mas a qualidade composicional está, eu diria, ampliada e amadurecida. Matador.
10. Machine Head - Bloodstone & Diamonds - Após um ou dois álbuns cansativos, formulaicos e
pretensamente modernosos e bandwagon metalcore, o MH focou um pouco mais em peso e tirou
aquele excesso de melodia alegre que vinha sendo apresentada. Eles seguem podendo fazer melhor
que isso, mas aqui temos um retorno ao caminho certo. A saída de Adam Duce não causou maiores
danos na personalidade da banda, e eles seguem sendo a melhor banda ao vivo do mundo.
09. Carcass - Surgical Remission/Surplus Steel - EP contendo os B-Sides do Surgical Steel. A
gente que conhece a obra do Carcass sabe que eles só colocam músicas como B-Sides porque é
impossível lançar todas nos álbuns oficiais. É como dizem esses técnicos de futebol atuais:
"nosso time não tem reserva... somos um grupo coeso..." Todas as faixas desse EP poderiam
estar no disco oficial e o álbum seguiria sendo a obra-prima que foi. Long live!
08. Prong - Ruining Lives - Caramba. Nono álbum do Prong. Nos últimos 11 anos, a banda lançou
4 álbuns e todos são magníficos. Aí cê pega os tálica da vida, que desde 2008 só lançam uma
Lords of Summer meia boquinha. Por que o fã de metal curte bajular bandas inoperantes e que há
duas ou três décadas estão longe do seu auge? Isso eu nunca vou entender. Dê uma chance a quem
trabalha duro e levanta a barra da arte, como o Prong. Perceba que há um presente e um futuro
num estilo musical cuja filosofia principal é olhar para trás.
07. Chevelle - La Gárgola - Business as usual. Chevellinho vai ali lança um álbum sensacional,
faz sua tour, volta para casa. Lança outro álbum absurdo de pesado e com a mesma personalidade
e identidade. Turnê. Casa. Aqui neste álbum, a banda soou um pouco mais básica. Elevaram o
peso e retiraram um pouco de arranjos periféricos. Há alguns flertezinhos com o pós-rock, mas
tratam-se apenas de experimentos, que nada afetaram o padrão Chevelle de qualidade.
mas abri uma exceção, for the career's sake)
14. Sevendust - Time Travelers & Bonfires - Aqui 7dust going acoustic. Algumas músicas novas
feitas nesse formato violístico e algumas regravações versão clean de clássicos, que ficaram
até melhores que as originais elétricas. Foi possível, com essa "limpeza sonora" analisar
melhor as camadas que a banda empilhava nas suas canções pesadas. Resultado? Interessante em
algumas, mas genial na maioria. 'Trust', por exemplo, ficou lindíssima.
13. Lacuna Coil - Broken Crown Halo - Fórmula Lacuna Coil dando desgaste aqui, o que ocasionou
a saída de dois membros de uma formação que vinha há quase 20 anos junta. Cris Scabbia
cantando melhor que nunca, mas Andrea Ferro praticamente deixado de lado. É necessária uma boa
repetição de audições para achar-se coisas sensacionais aqui, mas elas estão presentes.
'Hostage To The Light' e 'I Burn In You' devem ser minhas favoritas.
12. P.O.D. - SoCal Sessions - Tal como o álbum do 7dust, o P.O.D. fez o seu unplugged. Aqui
apenas regravações. Eu geralmente não incluo esse tipo de álbum nos meus tops, optando por
ineditismo, mas como sou nostálgico ao extremo, não deixa de ser uma viagem curtir a re-
roupagem dessas músicas que foram presença constante nos tempos em que o rock alternativo era
o troço mais pesado que havia no mundo. Adoraria que saísse em DVD. 'Youth Of The Nation'
acústica destacou uma melancolia que eu não havia notado na versão pesada.
11. At The Gates - At War With Reality - Oh, os mestres do Gotemburgo Metal! Sempre que uma
banda que tem uma supremacia em um estilo musical retorna, fica a pergunta "Será que seguirão
reinando?" Aqui foi uma resposta fácil. At The Gates lançou um álbum absolutamente digno de
seus melhores momentos. Claro que está mais para circa 1995 do que para os seus primórdios,
mas a qualidade composicional está, eu diria, ampliada e amadurecida. Matador.
10. Machine Head - Bloodstone & Diamonds - Após um ou dois álbuns cansativos, formulaicos e
pretensamente modernosos e bandwagon metalcore, o MH focou um pouco mais em peso e tirou
aquele excesso de melodia alegre que vinha sendo apresentada. Eles seguem podendo fazer melhor
que isso, mas aqui temos um retorno ao caminho certo. A saída de Adam Duce não causou maiores
danos na personalidade da banda, e eles seguem sendo a melhor banda ao vivo do mundo.
09. Carcass - Surgical Remission/Surplus Steel - EP contendo os B-Sides do Surgical Steel. A
gente que conhece a obra do Carcass sabe que eles só colocam músicas como B-Sides porque é
impossível lançar todas nos álbuns oficiais. É como dizem esses técnicos de futebol atuais:
"nosso time não tem reserva... somos um grupo coeso..." Todas as faixas desse EP poderiam
estar no disco oficial e o álbum seguiria sendo a obra-prima que foi. Long live!
08. Prong - Ruining Lives - Caramba. Nono álbum do Prong. Nos últimos 11 anos, a banda lançou
4 álbuns e todos são magníficos. Aí cê pega os tálica da vida, que desde 2008 só lançam uma
Lords of Summer meia boquinha. Por que o fã de metal curte bajular bandas inoperantes e que há
duas ou três décadas estão longe do seu auge? Isso eu nunca vou entender. Dê uma chance a quem
trabalha duro e levanta a barra da arte, como o Prong. Perceba que há um presente e um futuro
num estilo musical cuja filosofia principal é olhar para trás.
07. Chevelle - La Gárgola - Business as usual. Chevellinho vai ali lança um álbum sensacional,
faz sua tour, volta para casa. Lança outro álbum absurdo de pesado e com a mesma personalidade
e identidade. Turnê. Casa. Aqui neste álbum, a banda soou um pouco mais básica. Elevaram o
peso e retiraram um pouco de arranjos periféricos. Há alguns flertezinhos com o pós-rock, mas
tratam-se apenas de experimentos, que nada afetaram o padrão Chevelle de qualidade.
06. Phil Rudd - Head Job - Ninguém esperava que 2014 seria o ano mais marcante da carreira do
baterista do AC/DC. Um músico problemático e com várias passagens policiais, mas em geral
bastante discreto, assim como tudo que roda em torno da carreira da banda. Só que em 2014, o
Phil Rudd barbarizou na sua vida pessoal, extrapolando a discrição de sempre e ganhando as
páginas de todos os noticiários. Deixou o AC/DC na mão, mas lançou esse álbum solo aqui que é
uma patada de rock 'n' roll. Mais abrangente que sua banda principal mas com a mesma paulada
certeira e pesada, que é sua marca registrada. Um disco inesperadamente bom e muito agradável.
05. Black Stone Cherry - Magic Mountain - Florida Georgia Line e Luan Santana têm usado e
abusado da canção 'Stay', composta por esses caras aqui no seu álbum antecessor. Isso só
mostra o quanto o BSC é uma banda com talento para compor hits. Aqui no disco novo, eles
largaram um pouco o lado acessível e FM do 3o álbum e concentraram-se em desafiar-se
musicalmente. Há bastantes riffs loucos e complexos, construções sonoras pouco usuais e uma
ótima dose de criatividade abundante, sem deixar de soar como eles sempre soaram, com esse
acento sulista muito carismático. O refrão da faixa-título é algo!
04. Theory Of A Deadman - Savages - TOAD é uma canadense que foi (ou é) 'mentorizada' pelo
Chad Kroeger, do Nickelback; portanto, sempre rolou aquela influência. No entanto, há anos que
o TOAD já superou o seu mestre musicalmente. Enquanto o Nickelback anda meio perdido, tentando
ser pop dançante, ou country, ou metalzão, ou moderno e nada disso funciona muito bem, o TOAD
não dá muita importância ao mercado e toca o seu pós-grunge FM com sinceridade, lançando seu
álbum mais obscuro e pesado até o momento. 'The Sun Has Set On Me' e 'Misery Of Mankind' são,
possívelmente, as melhores músicas da carreira deles. Ah, e que fique registrado: 'Diz Pra Mim', da banda Malta é bem similar à 'Angel', deste álbum aqui (obviamente sem a mesma classe). Coincidência?
03. Bush - Man On The Run - Segundo álbum após o retorno do Bush, Man On The Run chegou meio
de surpresa, sem maiores antecipações. O álbum anterior, The Sea Of Memories, bastante
irregular com seus super hits e com várias músicas mais filler, não era exatamente o melhor
indício de que esse aqui seria ótimo. Só que é. O Bush aqui fez um álbum totalmente coeso,
homogêneo, com muita qualidade composicional, com menos experimentos tecnológicos. Apenas boas
e pesadas canções alternativas. É também o álbum da banda com maior volume de músicas
incluídas: 14. Ora, um álbum com 1h06m de músicas ótimas é uma raridade. Ah, e não soa nada
como Nirvana. Bush aqui encontrou - embora tardiamente - sua identidade musical.
02. Lenny Kravitz - Strut - Capa de disco horrorosa do cão, e ainda contem um poster! Mas se o
'lado imagem' do novo disco do 'seu Kravitz' não está aquela beleza toda, não dá para fechar
os olhos para os avanços sonoros, desde 'Black And White America'. No álbum anterior, Lenny
tentou dar uma roupagem mais soul, fundindo mais funk (US) e black music ao seu rock 'n' roll
confessadamente reciclado - o que na teoria funcionaria bem, pois daria ao seu som uma
singularidade maior. Mas foi só aqui em Strut que essa fusão realmente ocorreu de forma
correta e perfeita. Com músicas melhores e mais seletivo com as ideias, o mestre usou só
material de primeira linha aqui. Ideias bem acabadas e focadas, em oposição ao aspecto
disperso do álbum anterior. Um dos melhores discos de uma carreira muito consistente.
baterista do AC/DC. Um músico problemático e com várias passagens policiais, mas em geral
bastante discreto, assim como tudo que roda em torno da carreira da banda. Só que em 2014, o
Phil Rudd barbarizou na sua vida pessoal, extrapolando a discrição de sempre e ganhando as
páginas de todos os noticiários. Deixou o AC/DC na mão, mas lançou esse álbum solo aqui que é
uma patada de rock 'n' roll. Mais abrangente que sua banda principal mas com a mesma paulada
certeira e pesada, que é sua marca registrada. Um disco inesperadamente bom e muito agradável.
05. Black Stone Cherry - Magic Mountain - Florida Georgia Line e Luan Santana têm usado e
abusado da canção 'Stay', composta por esses caras aqui no seu álbum antecessor. Isso só
mostra o quanto o BSC é uma banda com talento para compor hits. Aqui no disco novo, eles
largaram um pouco o lado acessível e FM do 3o álbum e concentraram-se em desafiar-se
musicalmente. Há bastantes riffs loucos e complexos, construções sonoras pouco usuais e uma
ótima dose de criatividade abundante, sem deixar de soar como eles sempre soaram, com esse
acento sulista muito carismático. O refrão da faixa-título é algo!
04. Theory Of A Deadman - Savages - TOAD é uma canadense que foi (ou é) 'mentorizada' pelo
Chad Kroeger, do Nickelback; portanto, sempre rolou aquela influência. No entanto, há anos que
o TOAD já superou o seu mestre musicalmente. Enquanto o Nickelback anda meio perdido, tentando
ser pop dançante, ou country, ou metalzão, ou moderno e nada disso funciona muito bem, o TOAD
não dá muita importância ao mercado e toca o seu pós-grunge FM com sinceridade, lançando seu
álbum mais obscuro e pesado até o momento. 'The Sun Has Set On Me' e 'Misery Of Mankind' são,
possívelmente, as melhores músicas da carreira deles. Ah, e que fique registrado: 'Diz Pra Mim', da banda Malta é bem similar à 'Angel', deste álbum aqui (obviamente sem a mesma classe). Coincidência?
03. Bush - Man On The Run - Segundo álbum após o retorno do Bush, Man On The Run chegou meio
de surpresa, sem maiores antecipações. O álbum anterior, The Sea Of Memories, bastante
irregular com seus super hits e com várias músicas mais filler, não era exatamente o melhor
indício de que esse aqui seria ótimo. Só que é. O Bush aqui fez um álbum totalmente coeso,
homogêneo, com muita qualidade composicional, com menos experimentos tecnológicos. Apenas boas
e pesadas canções alternativas. É também o álbum da banda com maior volume de músicas
incluídas: 14. Ora, um álbum com 1h06m de músicas ótimas é uma raridade. Ah, e não soa nada
como Nirvana. Bush aqui encontrou - embora tardiamente - sua identidade musical.
02. Lenny Kravitz - Strut - Capa de disco horrorosa do cão, e ainda contem um poster! Mas se o
'lado imagem' do novo disco do 'seu Kravitz' não está aquela beleza toda, não dá para fechar
os olhos para os avanços sonoros, desde 'Black And White America'. No álbum anterior, Lenny
tentou dar uma roupagem mais soul, fundindo mais funk (US) e black music ao seu rock 'n' roll
confessadamente reciclado - o que na teoria funcionaria bem, pois daria ao seu som uma
singularidade maior. Mas foi só aqui em Strut que essa fusão realmente ocorreu de forma
correta e perfeita. Com músicas melhores e mais seletivo com as ideias, o mestre usou só
material de primeira linha aqui. Ideias bem acabadas e focadas, em oposição ao aspecto
disperso do álbum anterior. Um dos melhores discos de uma carreira muito consistente.
01. AC/DC - Rock Or Bust - Primeiramente, a capinha com a lente a la 'tazo' mata a pau! Enfim,
de todos os álbuns da lista, só este tem um certo potencial para ser um clássico imortal. Por
agora, será infelizmente lembrado como álbum que a banda gravou sem o Malcolm Young, ou aquele
cujo o baterista sequer apareceu nos clipes. No futuro ficará a música. E aqui a banda acerta
sempre. Músicas curtas, carismáticas, vigorosas, com ótimas linhas e bases de guitarra, e mais
espaço ainda para o Cliff Williams brilhar no seu baixão. Os hit singles foram escolhas
meio... seguras. 'Rock Or Bust', com seu riff a la 'Nervous Shakedown', sobra em atitude e
paixão rock 'n' roll. 'Play Ball' já é mais pop em pouco, lembrando 'Moneytalks', e acaba
sendo uma boa representante do álbum como um todo, que soa mais acelerado e divertido,
enquanto o anterior, 'Black Ice' era mais sério e sólido. Os grandes filés do álbum são as
faixas 3 ('Rock The Blues Away'), 4 ('Miss Adventure') e 6 ('Got Some Rock & Roll Thunder').
São as melhores músicas que ouvi esse ano. É normal uma banda ter uma música que se destaque e
vire sua trilha sonora. Mas este álbum tem 6 ('Baptism By Fire' é do cacete também), de um
total de 11. Assim sendo, se o álbum tem lá sua heterogeneidade, há muitas músicas aqui que
serão minhas companheiras de anos e anos. Acho lindo quando a arte ganha esse tipo de
significado, adquirindo esse papel integrante na vida de quem a usufrui. Raras bandas fazem
isso como o AC/DC. Os caras poderiam nem lançar mais nada e sair em turnê, ganhar dinheiro,
virar o tálica ou o twistedsister. Mas essa banda é um grande exemplo de amor à arte, cara.
Mesmo em 2014, quando as bandas estão tentando invadir seu celular para roubar-lhe a sua
atenção, o AC/DC está plugando no talo e transpirando rock visceral. Obrigado!
de todos os álbuns da lista, só este tem um certo potencial para ser um clássico imortal. Por
agora, será infelizmente lembrado como álbum que a banda gravou sem o Malcolm Young, ou aquele
cujo o baterista sequer apareceu nos clipes. No futuro ficará a música. E aqui a banda acerta
sempre. Músicas curtas, carismáticas, vigorosas, com ótimas linhas e bases de guitarra, e mais
espaço ainda para o Cliff Williams brilhar no seu baixão. Os hit singles foram escolhas
meio... seguras. 'Rock Or Bust', com seu riff a la 'Nervous Shakedown', sobra em atitude e
paixão rock 'n' roll. 'Play Ball' já é mais pop em pouco, lembrando 'Moneytalks', e acaba
sendo uma boa representante do álbum como um todo, que soa mais acelerado e divertido,
enquanto o anterior, 'Black Ice' era mais sério e sólido. Os grandes filés do álbum são as
faixas 3 ('Rock The Blues Away'), 4 ('Miss Adventure') e 6 ('Got Some Rock & Roll Thunder').
São as melhores músicas que ouvi esse ano. É normal uma banda ter uma música que se destaque e
vire sua trilha sonora. Mas este álbum tem 6 ('Baptism By Fire' é do cacete também), de um
total de 11. Assim sendo, se o álbum tem lá sua heterogeneidade, há muitas músicas aqui que
serão minhas companheiras de anos e anos. Acho lindo quando a arte ganha esse tipo de
significado, adquirindo esse papel integrante na vida de quem a usufrui. Raras bandas fazem
isso como o AC/DC. Os caras poderiam nem lançar mais nada e sair em turnê, ganhar dinheiro,
virar o tálica ou o twistedsister. Mas essa banda é um grande exemplo de amor à arte, cara.
Mesmo em 2014, quando as bandas estão tentando invadir seu celular para roubar-lhe a sua
atenção, o AC/DC está plugando no talo e transpirando rock visceral. Obrigado!
