Time Wasters

sábado, 27 de julho de 2013

Faixa Seis

Buenas, a sexta faixa é uma sequela àquela que é provavelmente a minha música favorita da história do Musique, que é a 'Urban Pop', do Soundtracks For Pedestrians. É até meio difícil eleger uma música favorita de uma carreira que vai fechar com sete lançamentos, mas sempre me pego cantando os versos dessa música... enfim, essa aqui é tão ou mais afudê que a 'Urban' Pop e vai se chamar 'Zona de Desconforto', só que em inglês (eu odeio o hífen em Un-Comfort, então eu ainda não estou bem certo se eu vou suprimí-lo ou mantê-lo... anyway, se eu suprimí-lo estejam certos que o erro de grafia foi proposital e aqui está registrado isso). 
É mais uma dessas faixas cocky do Musique que traz à tona as qualidades e características da musicalidade da banda, meio que no mesmo estilo da já citada 'Urban Pop' - um pouco menos vocal focused e mais vibe driven. Na verdade eu enxergo isso mais como uma influência de hip-hop que é um estilo propositadamente cocky em seu approach lírico do que mera arrogância pela arrogância. Nada no Musique é gratuito. Sorry, mas é por aí. 
De toda forma, não estamos falando (nessa faixa) de outra coisa a não ser orgulho por termos trilhado esse caminho tão fora dos padrões. E a certeza que não somos ou fomos os únicos. A todos os que se encontram artisticamente numa proposital zona de desconforto, irrequietos em busca de expansão artística, aqui vai um caloroso salute. 
Musicalmente ela é mais uma faixa meio que uptempo, com uma malandragem bem estilão trilha sonora no seu riff principal. Depois entra numa estrofe muito estranha, com um riff ligeiramente diferente sendo trazido a centenas de tons abaixo. Lá no meião mais uma daquelas partes ultra dark totalmente trevosa e com o baixão ditando o clima com notas super sexy e graves. Definitivamente é algo que fizemos bastante no Diaphane e estamos trazendo de volta o espírito do velho Musique atualizando-o com as novas dinâmicas que experimentamos nos álbuns inter posicionados. Enquanto as outras faixas têm um bocadão de camadas e flashes de texturas daqui e dali (lembrem que não haverá muitos backing vocais, conforme já colocamos em prévia postagem), essa aqui é uma das mais econômicas do registro, e fica aqui o nod ao nosso disco Reverse, que é o disco do Musique que decidiu que menos era mais (Noryama, anyone?). Então este princípio foi aplicado ao seu quase limite aqui nessa faixa e creio que é um dos grandes motivos pelo qual ela está soando tão na veia. 
Well, falta ainda falar de três sons, e seguiremos com os posts até que isto seja feito. À todo mundo que verifica as postagens e depois nos sonda por aí com comentários e indagações acerca do que está rolando aqui no blog fica o nosso muito obrigado! 

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