Amigos, transeuntes virtuais e desafetos não declarados: meu nome é Rick Soares, faço o 3 Gerações na FurgFM aos sábados e terças e iniciei minha lista de top 10 favoritos há uns dias. Sobre esse meu nono colocado, eu sinto que preciso picturizar um pouco o momento de minha vida em que ele chegou, então permitam-me fazer o devido flashback:
Dos anos 92 a 95 eu estava bem inserido no metal. No mais pesado metal possível. 1995 já tinha sido um ano com algumas estranhezas sonoras - com o Kreator tendo feito o Cause for Conflict, e o Forbidden tendo lançado o Distortion, colocando a música industrial nos rumos do metal... até o Machine Head chegar e tomar tudo de assalto com o Burn My Eyes. Porém 96 e 97 foram anos cheios de transição, com o Load, do Metallica tendo sido aprovado por mim - aquele álbum é assumidamente alternative - e mais tarde com o Paradise Lost lançando o One Second, que me fez rumar ao eletrônico aos poucos, bem como perder o medo do pós-punks e dos rocks góticos dos 80.
Nesses anos de 96 e 97 eu estava rumando para o lado tradicional do metal, antes de ouvir o Load e o One Second. Sendo um adolescente desinformado e estando inserido no lado mais tradicional do metal, você pode acabar ficando um pouco mais confuso sobre o que é um bom músico: você abre a revista e o Yngwie Malmsteen diz que os caras do Pearl Jam são músicos e compositores péssimos; o que você acaba aceitando. Eu nunca havia ouvido uma faixa inteira do Pearl Jam e, obviamente, não estava interessado nesse estilo de música. Daí o Metallica lançou o Load e esse álbum me balançou de um jeito estranho: eu sentia que não era o Metallica quem estava, de fato, me movendo, mas sim um monstro muito maior, que tinha sido o mesmo que tinha induzido o Metallica a fazer esse movimento musical. Tipo, não era o Load que era bom pra caralho (entendo que o Load seja um dos álbuns mais heterogêneos da história da indústria), mas sim o combustível que havia abastecido aquela máquina. Era nisso que eu tinha ficado genuinamente interessado... as composições novas do Metallica tinham intenções que me interessavam, mas ainda não era aquele o approach correto da coisa. Então, ao saber que o Metallica estava com um pé e meio no alternative, fui para a Katsue e aluguei um monte de cds do estilo. Com certeza, eu lembro de alugar o Down on the Upside, o Dirt e o Ten.
Bom, aí sim. Ouvi o Ten, e mesmo tendo sido uma primeira audição meio hesitante, do tipo "esse troço é fantástico, mas é muito limpinho e surfzinho", o álbum me seduziu (assim como os outros) a insistir em outras ouvidas que se tornaram milhões. A Katsue enriqueceu às minhas custas e eu me tornei um adepto bastante entusiasta do alternative.
Dos anos 92 a 95 eu estava bem inserido no metal. No mais pesado metal possível. 1995 já tinha sido um ano com algumas estranhezas sonoras - com o Kreator tendo feito o Cause for Conflict, e o Forbidden tendo lançado o Distortion, colocando a música industrial nos rumos do metal... até o Machine Head chegar e tomar tudo de assalto com o Burn My Eyes. Porém 96 e 97 foram anos cheios de transição, com o Load, do Metallica tendo sido aprovado por mim - aquele álbum é assumidamente alternative - e mais tarde com o Paradise Lost lançando o One Second, que me fez rumar ao eletrônico aos poucos, bem como perder o medo do pós-punks e dos rocks góticos dos 80.
Nesses anos de 96 e 97 eu estava rumando para o lado tradicional do metal, antes de ouvir o Load e o One Second. Sendo um adolescente desinformado e estando inserido no lado mais tradicional do metal, você pode acabar ficando um pouco mais confuso sobre o que é um bom músico: você abre a revista e o Yngwie Malmsteen diz que os caras do Pearl Jam são músicos e compositores péssimos; o que você acaba aceitando. Eu nunca havia ouvido uma faixa inteira do Pearl Jam e, obviamente, não estava interessado nesse estilo de música. Daí o Metallica lançou o Load e esse álbum me balançou de um jeito estranho: eu sentia que não era o Metallica quem estava, de fato, me movendo, mas sim um monstro muito maior, que tinha sido o mesmo que tinha induzido o Metallica a fazer esse movimento musical. Tipo, não era o Load que era bom pra caralho (entendo que o Load seja um dos álbuns mais heterogêneos da história da indústria), mas sim o combustível que havia abastecido aquela máquina. Era nisso que eu tinha ficado genuinamente interessado... as composições novas do Metallica tinham intenções que me interessavam, mas ainda não era aquele o approach correto da coisa. Então, ao saber que o Metallica estava com um pé e meio no alternative, fui para a Katsue e aluguei um monte de cds do estilo. Com certeza, eu lembro de alugar o Down on the Upside, o Dirt e o Ten.
Bom, aí sim. Ouvi o Ten, e mesmo tendo sido uma primeira audição meio hesitante, do tipo "esse troço é fantástico, mas é muito limpinho e surfzinho", o álbum me seduziu (assim como os outros) a insistir em outras ouvidas que se tornaram milhões. A Katsue enriqueceu às minhas custas e eu me tornei um adepto bastante entusiasta do alternative.
Não há muito o que falar do Ten que já não tenha sido dito centenas de vezes. Mas a coisa que foi engraçada era que na minha cabeça, o alternative era um troço que soaria como Nirvana, banda que eu sempre achei ok, mas nada de tão absurdo. Então quando a gente entende que o Ten é um disco de alternative que é perfeito em todas as instâncias: vocais perfeitos, guitarras lindas, composições ganchudas, batidas tão ricas e intrincadas, sonoridade viciante... então é um choque de realidade muito imenso. Você começa a entender que as revistas e as mídias podem sim estar erradas. Que o todo-poderoso Malmsteen pode dizer algo do qual você discorda.
Então, basicamente, o Ten simboliza o meu nascimento: o Rick Soares compositor de alternative e (a posteriori) de música eletrônica iniciou aqui. Tenho que agradecer ao Load por ter sido o catalizador da coisa, mas em nenhum momento eu vi genialidade nesse álbum do Metallica. Contudo havia esse algo nele que eu precisava desvendar - que estava no Ten e em muitos dos álbuns que serão listados na sequência.
Então, basicamente, o Ten simboliza o meu nascimento: o Rick Soares compositor de alternative e (a posteriori) de música eletrônica iniciou aqui. Tenho que agradecer ao Load por ter sido o catalizador da coisa, mas em nenhum momento eu vi genialidade nesse álbum do Metallica. Contudo havia esse algo nele que eu precisava desvendar - que estava no Ten e em muitos dos álbuns que serão listados na sequência.
Em 97/98 eu acabei por entrar na Aberdeen, que era a minha banda favorita da cidade. Agora estamos lançando um CD novo chamado Homeless, disponível na plataforma spotify, e que tem essa ousada ambição de ser um álbum importante na vida de muitos rockeir_s. Por isso, foi feito com todo o esmero do mundo!
10 abraços em cada um que leu até aqui o/

