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sábado, 15 de dezembro de 2018

Escolhas 2018

Voltarei a fazer meu top 10 de discos favoritos de todos os tempos (essa lista deve ficar pronta na semana que vem). Mas agora é hora de interromper essa sequência para teclar sobre meu costumeiro 'melhores do ano'. 2018 foi um ano em que a gente como brasileiro ficou bastante envolvido com questões não-musicais. Um ano em que as lojas de CD fecharam, e que a arte passou de algo de segundo plano para algo ínfimo na vida das pessoas. Nós aqui continuamos a carregar essa bandeira, e dela nunca abriremos mão.

12 Dave Matthews Band - Come Tomorrow -> Desde o Groogrux King de 2009 a DMB segue fazendo um som na mesma direção, então são já três álbuns de estúdio consolidados em uma identidade interessante (um pouco menos interessante que no início de carreira a meu ver), e que ainda gera discos muito bons.

11 Metal Church - Damned If You Do -> Quase sempre ponho as mesmas bandas de metal nas minhas listas, e geralmente são bandas com uma identidade sonora estabelecida, mas que ora fazem discos mais seguros, ora fazem discos mais gostosamente aventureiros, como foi o caso desse aqui.

10 Lordi - Sexorcism -> Outra banda que já teve um ápice criativo nos três primeiros álbuns, sofreu um pouco com as trocas de formação, mas que há uns 2 ou 3 álbuns encontrou uma sonoridade e uma consistência composicional que me agrada e me mantem interessado.

09 Sevendust - All I See Is War -> Precisa ouvir um alternative interessante, com excelentes músicos e que saibam fazer um peso pesado melódico? Há algumas boas opções por aí: as mais notáveis são Stone Sour e Sevendust. Nesse álbum aqui (o 12o de estúdio deles), a banda ousou um pouco mais, e conseguiu um resultado bem refrescante musicalmente.

08 Hoobastank - Push Pull -> Eles foram prum rumo mais pop, mas eles mantiveram tudo físico, interessante e com composições sólidas, de forma geral. O vocal do Douglas Robb parece que só melhora com o tempo, e essa sofisticadinha que a banda deu no som os deixou mais versáteis.

07 Smile Empty Soul - Oblivion -> Essa banda sempre esteve perto de entrar nos meus tops do ano, mas se alguma vez entrou foi em uma posição mais discreta. Eu tinha meio que esquecido deles, mas os reencontrei sem querer numa busca aleatória. Ouvi esse disco novo, e eles continuam sombrios e diretos, com uma fusão legal de Linkin Park e Seether. Merecem uma verificada, pois é uma carreira consistente.

06 Amorphis - Queen Of Time -> No álbum anterior o Amorphis tinha dado um upgrade interessante na complexidade e intrincância do seu som. Aqui isso foi exponenciado ainda mais e repercutiu muito, muito bem na comunidade do metal. Para mim, o álbum ficou com realmente bastante informação para assimilar, o que é ótimo por um lado, mas sinto saudades das coisas mais catchy deles. De toda forma, eles seguem únicos e bem à frente do seu tempo.

05 Lenny Kravitz - Raise Vibration -> Um hitmaker consagrado, Lenny Kravitz vem, nos seus últimos registros, desenvolvendo a arte de fazer álbuns coesos e sem quase músicas "pra completar o álbum". Mesmo ele não tendo emplacado hits gigantescos ultimamente, ele segue sabendo como fazer um som carismático e honesto. Nesse álbum, ele realmente nem quis saber de emplacar hit, tendo até umas divertidas faixas com mais de sete minutos de duração e que foram trabalhadas pela gravadora.

04 Alice in Chains - Rainier Fog -> disco mais que correto e muito bem vindo do Chains. Gostei desse um pouco menos do que o impecável anterior, mas ainda é bom para caramba e segue sendo pesado, melancólico e com esses vocais que amamos tanto. Cantrell sem nenhuma preguiça como guitarrista evoluindo nos solos e riffs, porém um pouco mais aventureiro na composição, o que nem sempre representa grandes acertos.

03 Stone Temple Pilots - Stone Temple Pilots 2018 -> Que lindeza ver o STP com seu terceiro vocalista mantendo-se motivado para fazer boa arte e com o tanque cheio de boas coisas para oferecer. O vocalista novo, Jeff Gutt, além de ter traços perceptíveis do vocal do falecido Scott Weiland, ainda tem o plus de ser mais consistente do que o ídolo quando em shows ao vivo. Mas o trio Eric, Rob e Dean é que realmente rouba a cena com composições lindas, orgânicas, variadas e com essa estranheza cativante que lhes é típica.

02 Black Stone Cherry - Family Tree -> Esses caras são bons demais. Não são muito consistentes, mas cara, como são bons! O lance é que eles fazem o que eles querem, então em certos momentos o produtor poderia dar uma pressionada, do tipo... "calma aí, isso pode ficar de fora". Num disco focado como esse, e com a maturidade desenvolvida com a estrada, os caras fizeram um disco muito perfeito, que é muito cativante e com um pique ótimo.

01
Aberdeen - Homeless -> "Like the drooping flower / I begin to sag thirsty for some water / Like the drying flower / I begin to crumble under your distant touch / Like the dying flower / I begin to darken and depart from your world." (F.D.H.)

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