Time Wasters

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Lançamentos favoritos 2022

Segue minha 16ª lista anual em 16 anos!

10 Korn - Requiem -> sem grandes pirações. Apenas new metal visceral e, como sempre, bem composto.

09 Gustavo Drummond - Bones Of The Earth -> incrível compositor/músico/vocalista brasileiro com Diesel, Udora e Oceania no currículo. Embora mostre um consistente apanhado do que sabe fazer, o disco não traz nada que se aproxime da qualidade imensa de Diesel ou Udora do começo.

08 Nickelback - Get Rollin' -> cinco anos após o ótimo e pesadão 'Feed The Machine', o Nickelback optou por uma abordagem mais alto astral, laid-back e groovy nesse disco. Acho que eles seguem bem inteligentes musicalmente nesses últimos registros.

07 Jorge Drexler - Tinta Y Tiempo -> aqui complexo, intrincado, inteligente, elegante e numa busca realmente incessante por alternativas diferentes. Fazia um bom tempo que o Jorjão não fazia um álbum 100% bom. Mas aqui a missão foi cumprida!

06 Eddie Vedder - Earthling -> poderia ter saído sob o nome do Pearl Jam e ninguém iria notar a diferença. Tem o conhecido balanço de rock visceral, acústico e música folk americana que vem sendo a tônica do PJ atual.

05 Amorphis - Halo -> esse cd traz melhores refrãos e mais economia sonora que os dois ultra intrincados anteriores. Mais carismático, porém um pouco menos detalhista.

04 Collective Soul - Vibrating -> quase o AC/DC do rock alternativo. Encontrou um tipo de som e não se desprende mais dessa fórmula. Por outro lado, vem numa constante de qualidade há uns 15 anos.

03 Shape Of Despair - Return To The Void -> não supera o meu "álbum da década de 10", que foi o disco anterior, mas é um senhor bom disco de funeral doom metal macabro. Apenas que aqui não teve nenhum elemento novo. Resumiu-se a tentar fazer o 'Monotony Fields' parte 2.

02 Alter Bridge - Pawns And Kings -> Alterzão numa vibe técnica, a la 'AB3' e 'Fortress', mas com o peso e a profundidade do 'Blackbird'. Baita álbum! Tremonti absolutamente maluco com cada riff mais sensacional que o outro!

01 Bush - The Art Of Survival -> É campeão! De novo! A minha banda favorita da atualidade! O Bush nunca soou tão pesado (nem mesmo no Institute ou no Kingdom). Nunca as faixas foram tão viciantes, e a produção nunca tinha criado um paredão de peso tão fodido para as melodias certeiras de Gavin Rossdale! Disco que prova que uma banda com rodagem pode lançar sua obra-prima num ponto longínquo da carreira. Potencial álbum da década de 20!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Pela 15a vez em 15 anos, cá estão meus melhores do ano:

 15. Duran Duran - Future Past -> Duran Duran é aquele pop que é tudo correto sempre: a produção é sempre boa, os instrumentistas sempre tocam pra caralho, a tecnologia é sempre de ponta. Sempre há uns bons hits, mas sempre há umas fillers fracas.

14. Rob Zombie - The Lunar Injection Kool Aid Eclipse Conspiracy -> Zombie sempre foi sinônimo de peso pesado. Depois de ter tido uns álbuns mais monótonos, esse aqui é excitante de início ao fim. Zombie nunca foi o rei da variação, mas só ele sabe como soar como Zombie.

13. Chevelle - Niratias -> após alguns álbuns irrepreensíveis, mesmo com certa experimentação, o Chevelle teve certo bloqueio mental nesse aqui, pois não soa lá muito inspirado. É um álbum do Chevelle, então é garantia de ser muito bom, mas fiquei mal acostumado com eles sempre sendo perfeitos, e aqui ficaram longe disso.

12. Cynic - Ascension Codes -> ah, mano... Teve um monte de treta envolvendo o Cynic nos últimos anos aí: morte de integrante, processo, etc. É outra banda que não tem nada que soe parecido, e felizmente seguem sendo assim. Eles vinham simplificando e amaciando um pouco o som, mas nesse aqui achei o som mais intrincado, e com algumas faixas bem pesadas, o que eu acredito que vá repercutir bem com os fãs.

11. Morgan Wallen - Dangerous: The Double Album -> eu vinha incluindo direto o Florida Georgia Line em meus 'melhores do ano' anteriores, porque eu gosto pra cacete de modern country, e o FGL sempre foi a melhor banda do estilo disparada. Agora esse rapaz Morgan Wallen aqui pegou o produtor do FGL e fez um disco duplo muito bom que superou o dos então "deuses do modern country". Esse disquinho DUPLO vendeu mais de 3 milhões de cópias e ficou DEZ semanas seguidas em PRIMEIRO na Billboard... feitos que devem ser, ao menos, respeitados.

10. Biffy Clyro - The Myth Of The Happily Ever After -> Biffy Clyro é uma banda que tem todos os requisitos para eu ser muito, muito fã, porque tem tudo que eu gosto no som deles. Mas eles simplesmente não fazem grandes álbuns... eles optam por destacar uns elementos que deveriam ser mais complementares ao som do que protagonistas, a meu ver. Aqui isso mudou um pouco pro lado certo, e me agradou bem mais.

09. Aberdeen - Empty Heads Festival -> tchê, eu realmente acho que esse álbum é melhor que o do Chevelle (com certa facilidade, até). Claro, a produção do troço não tem o Evil Joe Barresi, mas evoluiu um 'cadinho nesse aspecto em relação ao "Homeless". Enfim, o "Homeless" era aquela descarga fodida de peso muito pesado (porém melódico) o tempo todo. Era um disco muito focado (e bem sucedido) em ser total desgraçado. O EHF é mais amplo, inteligente e versátil. E não levou 10 anos para ficar pronto.

08. Jerry Cantrell - Brighten -> bah, não tem como não rasgar elogios ao Cantrell por uma vida toda. Ele é o melhor guitarrista da história da cena de Seattle. Nesse 3o disco solo, o semideus está um pouco mais festeiro musicalmente - provavelmente porque está 'clean' e sem aquele entorno doido de junkies entupidos de heroína. Em termos de composição, esse álbum fica bastante aquém dos seus outros dois discos solo, mas aqui está uma porção de Cantrell 'de boas', o que é algo praticamente inédito.

07. Foo Fighters - Medicine At Midnight -> eu já não achava que os Foos fossem acertar o alvo de novo, após o sem sal "Sonic Highways" e o horrendo "Concrete and Gold". Mas oh yeah. MAM é um disco massa. Enxuto, mais rockeiro, com uns backing vocais bacanas, e uma produção correta dessa vez. Fazia tempo que eles não punham na rua um disco sem músicas fracas (tá.. a 'Shame Shame' é fraca, pero no mucho). E é isso que queremos num álbum: consistência.

06. Lana Del Rey - Blue Banisters -> Lana Del Rey é uma tremenda de uma artista, cara. Tá, o som dela é suave, e tal. Mas ela canta demais, compõe muito, muito bem, e está numa fase sensacional da carreira (chamam de 'a trinca perfeita' essa direção que começou no Norman F** Rockwell, passou pelo Chemtrails e chegou muito bem nesse Blue Banisters). O NFR era mais praieiro e brisante. O Chemtrails era meio igrejão, meio gospel. Esse BB é mais agonizante mesmo. O som pendeu pruma faceta mais dark, sem perder nada da elegância.

05. The Lucid - The Lucid -> muito interessante projeto de "grunge retrô" de David Ellefson (ex-Megadeth) e Vinnie Dombroski (Sponge, Spys4Darwin). Mesmo eles fazendo um som orientado para soar grunge, os caras souberam como soar bem originais. No meu entendimento é meio que uma fusão de Soulbender, Kill Devil Hill e Queensrÿche circa 'Tribe'. E porra, o Vinnie Dombroski pode pedir música no Fantástico, né: Sponge, Spys4Darwin e agora The Lucid. O cara canta em 3 bandas fabulosas.

04. John Mayer - Sob Rock -> não é 'Sub Rock', crianças; é SOB (tipo '80S' invertido) Rock. É isso. O John Mayer fez um disco de 80s rock em 2021. Ele já tinha sido um blueseiro, um pop rocker, um country rocker e agora ataca com êxito em mais uma faceta. Ele tem a manha de manter uma identidade consistente no som, mesmo se aventurando por essas diferentes roupagens. Não tem jeito. O disco é agradável mesmo. Esse aqui prende bem a atenção ao longo das 10 faixas, e comprova que Mayer sabe entreter mesmo quando o teclado está mixado mais alto que a guitarra.  

03. Garbage - No Gods. No Masters -> teria o Garbage ouvido o Musique circa 'Lights and Shades'? Cara, tem um monte de coisas nesse álbum aqui que o pioneiro do eletrônico riograndino havia trazido ao mundo lá em 2014. Enfim, aqui é o Garbage... e eles estão raivosos e políticos pra caralho nesse disco. Afetou até um pouco da costumeira elegância, mas soa muito honesto e visceral. Quase um 'punk Garbage' em partes. O legal é que eles realmente "não deram a mínima" aqui, e fazer um álbum com esse despreendimento é sempre sinônimo de muita valentia.

02. The Wallflowers - Exit Wounds -> mais um dia no escritório. O Wallflowers não ia ao escritório fazia nove anos, na verdade. Mas foi, e como sempre fez um discaço de rock 'n roll gostoso pra burro. A produção moderna demais não casa 100% com o som (que é rock clássico / blues rock), mas não há mais o que criticar: o vocal do Jakob Dylan é um dos mais bonitos e perfeitos que existe, e o cara nunca tem uma performance menos que ótima. A composição segue sendo linda e criativa, embora muito fiel ao rock americano de outrora... Simplesmente fabuloso!

01. Carcass - Torn Arteries -> Os ingleses do Carcass já foram os pais do grindcore e os pais do death melódico. Então é uma banda que sempre lidera e é fartamente seguida. Em seu sétimo full, os caras já podem se orgulhar de ser uma das bandas com maior gama de amplitude sonora do metal (e tendo uma irretocável identidade). Esse é mais um álbum muito dinâmico, e ele responde com 'SIM' a todas as perguntas que um fã pergunta: "Tem o som clássico da banda?" Sim. "O álbum expande os horizontes sonoros da banda?" Sim. "Houve uma evolução ao álbum anterior?" Sim. "Os caras tocaram melhor do que nunca?" Sim. "A produção é boa?" Sim. Tipo, é tudo sim. Então, se a pergunta for "É o melhor disco do ano?", a resposta também é sim!

sábado, 5 de dezembro de 2020

Preferidinhos da pessoa em 2020:

2020 ofereceu essa possibilidade de se digerir melhor os discos lançados pelos meus artistas favoritos, então, a lista não tem maiores curvas.

15 Powerman 5000 - The Noble Rot -> a "banda do irmão do Rob Zombie" é guerreira, e está na estrada há décadas sendo criativa e inovadora. Cada vez com menos elementos de industrial dos 90s e mais de new wave dos 80s, vem achando sua melhor versão ao longo dos tempos.

14 Seether - Si Vis Pacem Para Bellum -> 2020 seria um ano fantástico para o alternative rock, se fosse o som da moda. Infelizmente esse discão do Seether não irá vender milhões de cópias, mas só reforça o quanto as bandas do estilo têm perseverado artisticamente. Um balaço grunge, como de costume.

13 Smashing Pumpkins - Cyr -> Billy Corgan disse que iria fazer um disco de música contemporânea, e acabou incluindo muito som sintetizado. Soa mais datado que contemporâneo, mas talvez ter errado esse alvo seja a virtude principal do álbum.

12 Deftones - Ohms -> após o estranho 'Gore', a banda colocou de novo as guitarras e gritarias em evidência. Careceu um pouco de variedade, mas voltou a fazer o que sabe melhor.

11 Katatonia - City Burials -> após um hiato, a banda voltou mais eclética ainda, garantindo um álbum cheio de curvas, apesar de nenhuma ser exatamente perigosa. Já fizeram bem melhor, mas é sempre bom escutar coisas novas deles.

10 Pearl Jam - Gigaton -> registro ousado em termos de produção e que traz algumas sonoridades refrescantes. Algumas faixas 'viajam' um pouco mais do que precisam, deixando partes do disco muito arrastadas. Mas em geral, computou muitos bons acertos.

09 Sepultura - Quadra -> (discutivelmente) o disco mais focado e bem composto do Sepultura. Aqui o caráter mais experimental da banda passou a ser um elemento natural, tornando a audição fluida. Traz Andreas Kisser gravando alguns dos seus solos mais inspirados e Eloy Casagrande sendo o baterista mais criativo do planeta.

08 Sevendust - Blood & Stone -> com direito a cover do Soundgarden, o Sevendust continua provando álbum após álbum que rock alternativo vai ser sempre um estilo muito artisticamente recompensador, se feito com o equilíbrio, paixão e coerência com os quais eles sempre lançam mão.

07 Bon Jovi - 2020 -> não chega nem perto do 'This House is Not For Sale' em termos de composição, mas se concentra em ser um disco sombrio, socialmente contestador e com algumas ocasionais faixas divertidas. Alguns caminhos duvidosos que o 'This House' parecia apontar foram limados aqui, tornando o álbum musicalmente mais coeso, em comparação.

06 Stone Temple Pilots - Perdida -> segundo álbum com o Jeff Gutt no vocal e a banda foi para um rumo acústico aqui. Eles são fenomenais elaboradores de melodias 'bonitas-por-vezes-tortas', então é um disco repleto de faixas emocionantes (e não óbvias). Notam-se alguns interessantes elementos de música flamenca distribuídos ao longo do registro.

05 Paradise Lost - Obsidian -> após o lento e pesado 'Medusa', a banda focou mais no elemento gótico aqui, e lançou um registro cheio de momentos memoráveis, com uma tentativa mais explícita de retomar a composição de faixas mais vibrantes. Conseguiu isso com louvor, apesar de ainda estar soando deveras sombria - o que a deixa longe de poder deter aquela comercialidade dos 90s.

04 AC/DC - Power Up -> bem, já está bem claro que agora o AC/DC está lançando discos novos com a finalidade única de esvaziar o arsenal de ideias do Malcolm Young. Ainda assim, eles, de alguma forma, conseguem manter um claro fluxo de evolução em termos de sonoridade. Continuam com a identidade 100% irretocável, mas têm lapidado as harmonias de backing vocais, bem como algumas combinações de baixo e bateria nesses últimos 3 discos.

03 Benediction - Scriptures -> banda de metal extremo que sempre teve o respeito e a confiança total do seu público adepto. Nesse registro, os veteranos mostram ótimo pique com composições sombrias, pesadas, intrincadas e muito cativantes - o retorno do vocalista Dave Ingram certamente somou muito nesse aspecto. Álbum que talvez seja a unanimidade do estilo nesse ano musical.

02 10 Years - Violent Allies -> não há como eu ser mais explícito em minha admiração pela banda 10 Years: eles só lançam disco perfeito e, ultimamente, têm estado direto nos meus top 3. Aqui foram para um som que mesclou algumas faixas mais comerciais, porém com precisão cirúrgica em encadeamento e produção, mas também mantiveram o peso pesado de sempre, sabendo ser muito concisos e conscientes de onde queriam chegar. 'The Unknown' é a minha faixa favorita desse ano. Gênios.

01 Bush - The Kingdom -> ahh, o bom filho à casa torna! Após um disco frouxo e mais açucarado, o Bush decidiu que faria novamente um disco do bom e velho grunge com aquela reverência à 1999, ou seja, aceitando incluir eletrônicos e alguma injeção de new metal, em termos de ambiência. Então, temos um álbum lindamente composto aqui - maduro, e que fornece ao fã de grunge e alternative um autêntico banquete! Souberam trazer esses bem-vindos elementos dos 90s, mas sempre com a refrescância de não soar apenas datado. Álbum tão bom que dá até aquela coceira em dizer que é superior aos discos clássicos da banda.


Rk

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Escolhas 2019

Álbuns favoritos 2019 abaixo:

01 Rammstein - Rammstein -> eles demoraram, mas voltaram! E eles seguiram sendo uma banda extremamente confiável. Estão, inclusive, ligeiramente mais eletrônicos, como nos anos 90; mas é nessa mistura de guitarras peso pesado, vocais ríspidos em alemão + elementos melódicos que eles realmente dominam o planeta. Eles passaram uns dez anos sem lançar nada, mas o disco soa como se fosse um grande apanhado de tudo que eles fazem bem. Um álbum seguro, competente, muito bem arranjado, produzido e composto, como de costume. E continua sabendo ser polêmico e divertido na dose certa.

02 Lana Del Rey - Norman Fucking Rockwell -> o disco famoso dela sempre será o Born To Die. Mas a gente achava que o melhor álbum dela sempre seria o Ultraviolence. Bem, eu achei esse aqui tão fantástico que quase ganhou meu top de 2019. Ele é quase um disco acústico. Bem melódico, viajandão e meio praieiro, sem praticamente nada de eletrônico ou moderno. Pode até não ter um super hit, mas é um álbum dela que ouço de início a fim sem pular nada, pois tudo é fascinante nele.

03 Puddle Of Mudd - Welcome To Galvania -> eu achava que o Puddle of Mudd era a banda mais sem chance do mundo de lançar um bom disco, dado tudo o que passou o Wes Scantlin nesses últimos anos. Mas eu felizmente estava errado e eles fizeram um grunjão pesado, gritado e com algumas nuances acessíveis, que sempre foram parte do pacote.

04 Alter Bridge - Walk The Sky -> mais um álbum em que o Alter deu uma enfatizada na melodia. Há umas faixas que tem um tom mais esperançoso, mais arrebatador. Acho que eles quiseram fazer a galera chorar em algumas faixas! Mas segue tendo riffs cabulosos e muito peso.

05 Collective Soul - Blood -> disco curtinho, certinho, com canções bastante simples, mas com grande confiança. A banda foi realmente super econômica na composição aqui, enxugando todo o supérfluo que pôde, criando um álbum de audição bem fácil, com boas melodias e alguns rocks.

06 Lacrimas Profundere - Bleeding The Stars -> terceiro vocalista que a banda coloca, mas ele é o perfeito misto entre o gótico do primeiro e o pop do segundo. Então a banda pôde equilibrar bem o que fazia no início de carreira, com as coisas mais 'love metal' dos últimos discos.

07 Florida Georgia Line - Can't Say I Ain't Country -> country moderno aqui, com influências do hiphop e um monte de coisa atual, mas é a única banda nessa proposta que realmente tem carisma e talento. Nesse quarto disco, continuam com esse swagger divertido, mas ampliando a maturidade.

08 The 69 Eyes - West End -> fazer bons discos parece ser a coisa mais fácil do mundo para o 69. Eles vão lá, pegam sua formulazinha de Ramones e Sisters of Mercy, dão uma leve metalizada, e criam 10 ou 11 boas músicas novas. Sempre foi assim e, pelo visto, sempre será assim.

09 Memoriam - Requiem For Mankind -> esse é facinho o melhor disco do Memoriam. Não por acaso, o disco mais na veia do Bolt Thrower - banda anterior de 50% da formação. Conseguiram fazer bastantes sons envolventes aqui, com ótimas guitarras e com aquela força e aura necessárias para que o ouvinte mergulhe nessa proposta épica de guerra.

10 Billie Eilish - When We All Fall Asleep Where Do We Go -> jovem cantora que tomou a indústria musical de assalto em 2019. Mas o disco é muito afudê mesmo. É bem minimalista em instrumentação mas tem umas faixas muito sensuais, outras com notável emoção e outras cheias de efeitos bizarramente ótimos. Uma boa surpresa.

11 Korn - The Nothing -> aqui o Korn mostrou uma faceta um pouco mais Jon Davis solo, e menos de banda coletiva. Quando isso acontece, a cara do som fica mais ampla e alternativa, mas em termos de memorabilidade as músicas perdem bastante. Não foi diferente nesse álbum. Tem diversidade, mas não tem ganchos.

12 Possessed - Revelations Of Oblivion -> desde 1986 sem lançar um disco full, esses thrashers ressurgem com uma nova formação que dá bastante conta do recado em termos de composição e musicalidade. Não chega a viciar como os discos dos anos 80, mas é bem digno de existir.

13 Aaron Lewis - State I'm In -> música country com cara de música country velha, e cantada por um dos vocais mais afudê que há no planeta. Segue a saudade do Staind, mas não dá para negar que a carreira country do Aaron Lewis também oferece um bocado de sons bonitos e competentes.

14 Cigarettes After Sex - Cry -> disco bonitão e sombrio desse banda de dream pop. Eles tem uma identidade suave e meiga e os vocais têm bastante ar. É um som muito bonito, embora sem muita variação.

15 Liam Gallagher - Why Me? Why Not. -> acho que a carreira solo do Liam dá uma tunda de laço na do Noel. Nesse segundo disco realmente solo, o Liam buscou aquela melodia do Morning Glory, mantendo as guitarras, mas também buscando soar moderno, com tricagens legais de produção.

16 Tool - Fear Inocolum -> o disco poderia ter sido bem melhor se o Maynard não tivesse gravado apenas vocal melódico. Foi o grande pecado do disco, porque, em termos instrumentais e criativos, esses caras sempre serão muito intrigantes. Faltou só aquele vocal agressivo e perturbador.

17 Weezer - The Teal Album -> disco de covers aqui. Bem amplo musicalmente e com bastante fidelidade aos arranjos originais.

18 Nocturnus AD - Paradox -> quarto disco desses malucos da Flórida. Misturam thrash, death e teclados de ficção científica. A formação é praticamente toda nova, mas o material merece o selo Nocturnus de qualidade.

19 Airbourne - Boneshaker -> rock n roll australiano que segue bem similar ao AC/DC. Nesse quinto disco fizeram um disco menor e conciso, então achei que poderia ser mais impactuoso, mas o melhor segue sendo o segundão. Esse aqui é bom, como sempre, mas não é nem perto de clássico.

20 Death Angel - Humanicide -> thrash de altíssima qualidade da Bay Area, com ecletismo e inteligência. Não fazem só coisa moderna e nem só coisa old school. Mesclam bem, e com identidade.

Em 2019 lancei 4 álbuns. Todos estão convidados a conhecê-los:

The Members - Hawk And Hoe
Supremassiva - Kinesfera
Assédio Sexual - Trazendo Novidade
Musique - Urban Pop: A Decade Of Musique

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Top 10 Discos Pessoais: 5a Posição




Época da faculdade. Finaleira de graduação. Virada do ano 2000. As boy bands ocupam 150% do tempo da nossa MTV. A nossa MTV. De nós rockeiros. De nós alternativos. O que é que esses boys bonitinhos estão fazendo estragando a nossa emissora? E porque as bandas que amávamos estão
tentando soar como eles?

Nesse cenário musical desolador fui encarar meu último ano como graduando de Letras Português-Inglês, e já havia na minha cabeça de compositor de músicas da Aberdeen alguma intenção de colocar uns eletrônicos no som. Não era uma intenção de imitar o Bush do Science of Things, ou o Freaks of Nature do Drain STH.. mas se a minha banda quisesse sobreviver ou ser diferenciada nesse cenário alarmante para o rock que pintamos anteriormente, talvez fosse mesmo hora de investir em algumas coisas arriscadas. Só que apenas minha paixão pelo Paradise Lost da época One Second não me daria subsídios composicionais para tal. Era preciso cavar um pouco mais fundo. Mas tinha um problema: a falta de tecnologia da época não nos dava o acesso instantâneo ao que nos faltasse.

Eis que um professor da FURG chamado Tacel Leal (ao qual sou muito grato) adentra a sala de aula para ministrar alguma das literaturas - inglesa ou americana - no meu quarto ano, e em alguma dessas caronas filadas da vida, a gente fala sobre som. Ele me diz que curte eletrônico, e eu digo que necessito ampliar minha bagagem nesse tipo de som. Ele pergunta algumas coisas, e dada minha predileção pelo lado negro da força, ele conclui que eu precisava ouvir algo mais na vibe trip hop, e que a banda que eu deveria - ou melhor - o álbum que eu deveria ouvir se chamava Mezzanine (1998), de uma banda inglesa chamada Massive Attack.

Não fazia muito que tinha dado na MTV um programa chamado "Alto e Bom Som", que passava 30 minutos de algum show. E era um show do Massive Attack da turnê desse Mezzanine. Tentei ver, mas não fui muito adiante. Não achei horrível. Apenas não era pra mim. Até memorizei alguns títulos de músicas, mas nem dei maior importância. Aí o hoje Dr. Tacel falou nesses caras de novo e eu fiquei até certo ponto animado, visto que eu já tinha tido uma mini-dose desse show deles e não tinha odiado. Então fui encarar esse disco sabendo que eu precisaria me reinventar como ouvinte de música para tentar entrar na viagem.

Evidentemente que não foi na primeira ouvida que eu passei a achar esse álbum o quinto melhor disco de todos os tempos, mas eu definitivamente fiquei surpreso com o quanto ele tinha de peso. Não guitarra pesada. Ambiência pesada! Uma profundidade e uma sensualidade que me deixava até meio desconfortável. Fora o fato de que sempre havia uma coisa nova a ser descoberta. A gente diz isso para álbuns progressivos, trabalhados, cheios de camadas, mas nesse disco aqui essas descobertas são realmente múltiplas. Aparentemente, as músicas são meio camaleônicas.. Dependendo do teu humor, algumas nuances são acentuadas e outras diminuídas.

Em seguida, então, algumas dessas faixas se tornaram grandes clássicos pessoais: desde as "corriqueiras" Angel (Verdades Secretas, galera) e Teardrop, passando por Risingson e Inertia Creeps, até a faixa-título, mais Group Four e Dissolved Girl. A gente entende que esse disco é especial quando ouve todo tipo de trip hop e percebe que nada de outra banda te tira da zona de conforto como esses caras fazem. Há bandas bem legais de trip hop, que a gente conhece depois, mas o Massive Attack, em especial nesse disco aqui, é uma coisa mais que monstruosa que arrebata e realmente tem a viagem (trip) mais densa e profunda musicalmente que você vai ter na vida, caso se permita. Isso que eu nem mencionei o quanto esse álbum emana elegância e finesse em cada milésimo de segundo, mas acho que se confunde um pouco com o aspecto sensual, o qual eu já havia citado.

A partir daí, consegui desenvolver um raciocínio mais coerente como compositor, adotando realmente um pouco de coisas eletrônicas para a Aberdeen, mas já imerso nesse contexto mais viajandão e obscuro, o que fez sentido. A gente não emplacou hits ou ficou famoso, mas fez, até aqui, dois discos dos quais gostamos e temos orgulho. Fiz até um projeto de música eletrônica (esse blog foi criado para divulgar o sétimo disco desse projeto) que visava copiar o Massive Attack, mas acabou indo para um rumo todo único, cheio de identidade - o que me deixou ainda mais feliz.

O Massive Attack fez outros dois álbuns depois do Mezzanine. Um deles maravilhoso (100th Window, 2003), que talvez seja até mais louco que o Mezzanine, mas em termos de equilíbrio e homogeneidade, o registro de 1998 acaba sendo um pouco superior; porém, recomendo sem pestanejar qualquer um desses dois. Eles têm o poder de mudar vidas. 

Ah! E conversem com seus professores sobre música! 
Abraços o/

sábado, 15 de dezembro de 2018

Escolhas 2018

Voltarei a fazer meu top 10 de discos favoritos de todos os tempos (essa lista deve ficar pronta na semana que vem). Mas agora é hora de interromper essa sequência para teclar sobre meu costumeiro 'melhores do ano'. 2018 foi um ano em que a gente como brasileiro ficou bastante envolvido com questões não-musicais. Um ano em que as lojas de CD fecharam, e que a arte passou de algo de segundo plano para algo ínfimo na vida das pessoas. Nós aqui continuamos a carregar essa bandeira, e dela nunca abriremos mão.

12 Dave Matthews Band - Come Tomorrow -> Desde o Groogrux King de 2009 a DMB segue fazendo um som na mesma direção, então são já três álbuns de estúdio consolidados em uma identidade interessante (um pouco menos interessante que no início de carreira a meu ver), e que ainda gera discos muito bons.

11 Metal Church - Damned If You Do -> Quase sempre ponho as mesmas bandas de metal nas minhas listas, e geralmente são bandas com uma identidade sonora estabelecida, mas que ora fazem discos mais seguros, ora fazem discos mais gostosamente aventureiros, como foi o caso desse aqui.

10 Lordi - Sexorcism -> Outra banda que já teve um ápice criativo nos três primeiros álbuns, sofreu um pouco com as trocas de formação, mas que há uns 2 ou 3 álbuns encontrou uma sonoridade e uma consistência composicional que me agrada e me mantem interessado.

09 Sevendust - All I See Is War -> Precisa ouvir um alternative interessante, com excelentes músicos e que saibam fazer um peso pesado melódico? Há algumas boas opções por aí: as mais notáveis são Stone Sour e Sevendust. Nesse álbum aqui (o 12o de estúdio deles), a banda ousou um pouco mais, e conseguiu um resultado bem refrescante musicalmente.

08 Hoobastank - Push Pull -> Eles foram prum rumo mais pop, mas eles mantiveram tudo físico, interessante e com composições sólidas, de forma geral. O vocal do Douglas Robb parece que só melhora com o tempo, e essa sofisticadinha que a banda deu no som os deixou mais versáteis.

07 Smile Empty Soul - Oblivion -> Essa banda sempre esteve perto de entrar nos meus tops do ano, mas se alguma vez entrou foi em uma posição mais discreta. Eu tinha meio que esquecido deles, mas os reencontrei sem querer numa busca aleatória. Ouvi esse disco novo, e eles continuam sombrios e diretos, com uma fusão legal de Linkin Park e Seether. Merecem uma verificada, pois é uma carreira consistente.

06 Amorphis - Queen Of Time -> No álbum anterior o Amorphis tinha dado um upgrade interessante na complexidade e intrincância do seu som. Aqui isso foi exponenciado ainda mais e repercutiu muito, muito bem na comunidade do metal. Para mim, o álbum ficou com realmente bastante informação para assimilar, o que é ótimo por um lado, mas sinto saudades das coisas mais catchy deles. De toda forma, eles seguem únicos e bem à frente do seu tempo.

05 Lenny Kravitz - Raise Vibration -> Um hitmaker consagrado, Lenny Kravitz vem, nos seus últimos registros, desenvolvendo a arte de fazer álbuns coesos e sem quase músicas "pra completar o álbum". Mesmo ele não tendo emplacado hits gigantescos ultimamente, ele segue sabendo como fazer um som carismático e honesto. Nesse álbum, ele realmente nem quis saber de emplacar hit, tendo até umas divertidas faixas com mais de sete minutos de duração e que foram trabalhadas pela gravadora.

04 Alice in Chains - Rainier Fog -> disco mais que correto e muito bem vindo do Chains. Gostei desse um pouco menos do que o impecável anterior, mas ainda é bom para caramba e segue sendo pesado, melancólico e com esses vocais que amamos tanto. Cantrell sem nenhuma preguiça como guitarrista evoluindo nos solos e riffs, porém um pouco mais aventureiro na composição, o que nem sempre representa grandes acertos.

03 Stone Temple Pilots - Stone Temple Pilots 2018 -> Que lindeza ver o STP com seu terceiro vocalista mantendo-se motivado para fazer boa arte e com o tanque cheio de boas coisas para oferecer. O vocalista novo, Jeff Gutt, além de ter traços perceptíveis do vocal do falecido Scott Weiland, ainda tem o plus de ser mais consistente do que o ídolo quando em shows ao vivo. Mas o trio Eric, Rob e Dean é que realmente rouba a cena com composições lindas, orgânicas, variadas e com essa estranheza cativante que lhes é típica.

02 Black Stone Cherry - Family Tree -> Esses caras são bons demais. Não são muito consistentes, mas cara, como são bons! O lance é que eles fazem o que eles querem, então em certos momentos o produtor poderia dar uma pressionada, do tipo... "calma aí, isso pode ficar de fora". Num disco focado como esse, e com a maturidade desenvolvida com a estrada, os caras fizeram um disco muito perfeito, que é muito cativante e com um pique ótimo.

01
Aberdeen - Homeless -> "Like the drooping flower / I begin to sag thirsty for some water / Like the drying flower / I begin to crumble under your distant touch / Like the dying flower / I begin to darken and depart from your world." (F.D.H.)

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Top 10 Discos Pessoais - 6a Posição


Hermanos e hermanas, sei que houve uma baita demora para eu seguir a brincadeira e tal. Eu tive o tempo, não estou morrendo de ocupado, mas como tô de saída do facebook não priorizei fazer os textos. Peço desculpa caso alguém estivesse ansiando por isso aqui - o que é pouco provável - mas enfim... hoje estou numa vibe de escrever sobre música, então calhou de tocar o barco adiante.

Na verdade, o Paradise Lost fez (e digo isso sem muito cálculo ou reflexão) pelo menos 4 dos meus 10 álbuns de metal favoritos. E esse Draconian Times é o meu all-time álbum favorito de heavy metal. Ainda dá para incluir o Symbol Of Life, o Gothic e o Icon nesse suposto top dez. O One Second e o Host também são álbuns bem fortes, mas eu já ponho eles numa diferente gaveta musical. Tenho gostado muito do In Requiem ultimamente, mas não a ponto de achá-lo revolucionariamente bom (ainda).

O lance com o Paradise Lost foi meio cronológico, na verdade: eu ouvi a banda na época aquela em que eu estava total absorto pelo Blessed Are The Sick do Morbid Angel e só queria saber de extremidade e vocalista vomitando coisa e baterista blasteando até sangrar. Então, mesmo com toda a boa vontade do Ricardinho da Zone Off me apresentando o Icon (quarto álbum), eu na época achei muito clone de Metallica Black Album e não era o que eu queria escutar. Então arquivei.

Na época que eu saí de casa, eu morei no Cassino com um pessoal que curtia bastante som extremo e também doom metal da raiz. Lá eu passei a ouvir quase que diariamente os dois primeiros do Paradise Lost e gostar muito deles - o acima mencionado Gothic sendo o segundo álbum. Combinava bem com o inverno do Cassino! Tendo gostado desses dois, eu já quis ouvir o Shades of God, terceiro disco. Ali eu notei que era um álbum de transição para o que eu lembrava do Icon. Eu curti o Shades. Não loucamente, mas foi bom. Então já fiquei, digamos, pronto para receber o Icon.

Bem na época que eu ia largar uma fita cassette pro Ricardinho me gravar o Icon, saiu o Draconian Times, o qual eu priorizei, deixando o Icon para depois. Encarei o álbum com a mente aberta, sabendo que não seria doom metal. Ouvi parte dele no apê do Ricardinho e parecia que seria bem bom. Eu já tinha aprendido que o guitarrista Gregor Mackintosh era o grande fator diferencial dessa banda, com suas intervenções lindas de guitarra solo por sobre a base sólida e pesada como chumbo do Aaron Aedy. Então, ao invés de focar no vocal do Nick Holmes, como eu tinha feito ao ouvir o Icon na primeira vez, dessa vez eu, já sabendo como proceder corretamente, foquei nas guitarras do Gregor. Porra, cara. O Gregor Mackintosh, nesse Draconian Times, simplesmente teve a melhor performance que eu já ouvi de um guitarra solo: intervenções melódicas incrivelmente carismáticas e com aquele senso meio a la Marty Friedman de sempre preencher a música com a coisa certa, na intensidade certa, no volume e timbre certos. A diferença é que o Marty é mais virtuosão e menos melancólico no approach. O Gregor soa mais sensível e melancólico, e seus arranjos nesses primeiros álbuns do Paradise Lost são de uma beleza simplesmente inigualável.

O Nick Holmes também estava soando muito bem nos vocais. Li numa Brigade que eles tentaram takes de uma mesma estrofe por três horas seguidas. Então parabéns a ele por perseverar e entregar uma performance irrepreensível. No Draconian Times, o Paradise Lost estava com um baterista novo. O Matt Archer era um bom batera para doom metal: durão e pesado. Mas aqui, com o Lee Morris o nível subiu absurdamente: ele é extremamente requintado e muito criativo. Um dos melhores e mais subestimados aí da metaleirada toda, provavelmente o grande co-responsável pelo Symbol Of Life ser também um dos melhores discos de metal ever. No fim das contas é até bom que o Lee passe batido, visto que eu sou muito influenciado por ele no meu trabalho com a Aberdeen... pode ser que eu perca minha reputação de músico criativo, caso geral decida prestar atenção no Lee! (zoeira)

The Last Time, o single do disco, demorou para me agradar. Porque ela é simples demais e muito, muito catchy com aquele refrão só no "Hearts Beating" e aquela guitarra do Gregor fazendo uma nota só. Mas né, ela era na verdade uma faixa de transição para a fase vindoura do One Second e do Host, e a gente só entende isso anos depois. De toda forma, tornou-se (com mais ouvidas) uma tremenda duma música com um péssimo clipe e... porra... o Paradise Lost sempre faz o que quer fazer, dificultando a vida do seu fã mais conservador.

Enfim, mesmo tendo lutado com a Last Time, já havia muitos e muitos motivos para se embasbacar: Forever Failure, Enchantment, Shadowkings, Jaded, Yearn For Change, Hallowed Land... tchê... esse disco podia ser facinho um greatest hits das melhores músicas de heavy metal de todos os tempos e não ficaria faltando muito material, honestamente.

O que dizer de um álbum assim? O jeito é recomendá-lo a quem não deu a ele muitas chances e torcer para seja atingido como eu e muitos outros fãs de um bom metal. Ah, mas é um disco depressivo/arrastado? O pior é que não é isso: é um álbum muito enérgico (revigorante mesmo) e dotado de uma beleza guitarrística que jamais, jamaaaais será igualada. Quem gosta de guitarra bonita composta com muita finesse e feeling está convidado a mergulhar nesse álbum aqui.

E essa arte também é das mais bonitas que existe. É inegável.

Forte abraço, geral!