15. Duran Duran - Future Past -> Duran Duran é aquele pop que é tudo correto sempre: a produção é sempre boa, os instrumentistas sempre tocam pra caralho, a tecnologia é sempre de ponta. Sempre há uns bons hits, mas sempre há umas fillers fracas.
14. Rob Zombie - The Lunar Injection Kool Aid Eclipse Conspiracy -> Zombie sempre foi sinônimo de peso pesado. Depois de ter tido uns álbuns mais monótonos, esse aqui é excitante de início ao fim. Zombie nunca foi o rei da variação, mas só ele sabe como soar como Zombie.
13. Chevelle - Niratias -> após alguns álbuns irrepreensíveis, mesmo com certa experimentação, o Chevelle teve certo bloqueio mental nesse aqui, pois não soa lá muito inspirado. É um álbum do Chevelle, então é garantia de ser muito bom, mas fiquei mal acostumado com eles sempre sendo perfeitos, e aqui ficaram longe disso.
12. Cynic - Ascension Codes -> ah, mano... Teve um monte de treta envolvendo o Cynic nos últimos anos aí: morte de integrante, processo, etc. É outra banda que não tem nada que soe parecido, e felizmente seguem sendo assim. Eles vinham simplificando e amaciando um pouco o som, mas nesse aqui achei o som mais intrincado, e com algumas faixas bem pesadas, o que eu acredito que vá repercutir bem com os fãs.
11. Morgan Wallen - Dangerous: The Double Album -> eu vinha incluindo direto o Florida Georgia Line em meus 'melhores do ano' anteriores, porque eu gosto pra cacete de modern country, e o FGL sempre foi a melhor banda do estilo disparada. Agora esse rapaz Morgan Wallen aqui pegou o produtor do FGL e fez um disco duplo muito bom que superou o dos então "deuses do modern country". Esse disquinho DUPLO vendeu mais de 3 milhões de cópias e ficou DEZ semanas seguidas em PRIMEIRO na Billboard... feitos que devem ser, ao menos, respeitados.
10. Biffy Clyro - The Myth Of The Happily Ever After -> Biffy Clyro é uma banda que tem todos os requisitos para eu ser muito, muito fã, porque tem tudo que eu gosto no som deles. Mas eles simplesmente não fazem grandes álbuns... eles optam por destacar uns elementos que deveriam ser mais complementares ao som do que protagonistas, a meu ver. Aqui isso mudou um pouco pro lado certo, e me agradou bem mais.
09. Aberdeen - Empty Heads Festival -> tchê, eu realmente acho que esse álbum é melhor que o do Chevelle (com certa facilidade, até). Claro, a produção do troço não tem o Evil Joe Barresi, mas evoluiu um 'cadinho nesse aspecto em relação ao "Homeless". Enfim, o "Homeless" era aquela descarga fodida de peso muito pesado (porém melódico) o tempo todo. Era um disco muito focado (e bem sucedido) em ser total desgraçado. O EHF é mais amplo, inteligente e versátil. E não levou 10 anos para ficar pronto.
08. Jerry Cantrell - Brighten -> bah, não tem como não rasgar elogios ao Cantrell por uma vida toda. Ele é o melhor guitarrista da história da cena de Seattle. Nesse 3o disco solo, o semideus está um pouco mais festeiro musicalmente - provavelmente porque está 'clean' e sem aquele entorno doido de junkies entupidos de heroína. Em termos de composição, esse álbum fica bastante aquém dos seus outros dois discos solo, mas aqui está uma porção de Cantrell 'de boas', o que é algo praticamente inédito.
07. Foo Fighters - Medicine At Midnight -> eu já não achava que os Foos fossem acertar o alvo de novo, após o sem sal "Sonic Highways" e o horrendo "Concrete and Gold". Mas oh yeah. MAM é um disco massa. Enxuto, mais rockeiro, com uns backing vocais bacanas, e uma produção correta dessa vez. Fazia tempo que eles não punham na rua um disco sem músicas fracas (tá.. a 'Shame Shame' é fraca, pero no mucho). E é isso que queremos num álbum: consistência.
06. Lana Del Rey - Blue Banisters -> Lana Del Rey é uma tremenda de uma artista, cara. Tá, o som dela é suave, e tal. Mas ela canta demais, compõe muito, muito bem, e está numa fase sensacional da carreira (chamam de 'a trinca perfeita' essa direção que começou no Norman F** Rockwell, passou pelo Chemtrails e chegou muito bem nesse Blue Banisters). O NFR era mais praieiro e brisante. O Chemtrails era meio igrejão, meio gospel. Esse BB é mais agonizante mesmo. O som pendeu pruma faceta mais dark, sem perder nada da elegância.
05. The Lucid - The Lucid -> muito interessante projeto de "grunge retrô" de David Ellefson (ex-Megadeth) e Vinnie Dombroski (Sponge, Spys4Darwin). Mesmo eles fazendo um som orientado para soar grunge, os caras souberam como soar bem originais. No meu entendimento é meio que uma fusão de Soulbender, Kill Devil Hill e Queensrÿche circa 'Tribe'. E porra, o Vinnie Dombroski pode pedir música no Fantástico, né: Sponge, Spys4Darwin e agora The Lucid. O cara canta em 3 bandas fabulosas.
04. John Mayer - Sob Rock -> não é 'Sub Rock', crianças; é SOB (tipo '80S' invertido) Rock. É isso. O John Mayer fez um disco de 80s rock em 2021. Ele já tinha sido um blueseiro, um pop rocker, um country rocker e agora ataca com êxito em mais uma faceta. Ele tem a manha de manter uma identidade consistente no som, mesmo se aventurando por essas diferentes roupagens. Não tem jeito. O disco é agradável mesmo. Esse aqui prende bem a atenção ao longo das 10 faixas, e comprova que Mayer sabe entreter mesmo quando o teclado está mixado mais alto que a guitarra.
03. Garbage - No Gods. No Masters -> teria o Garbage ouvido o Musique circa 'Lights and Shades'? Cara, tem um monte de coisas nesse álbum aqui que o pioneiro do eletrônico riograndino havia trazido ao mundo lá em 2014. Enfim, aqui é o Garbage... e eles estão raivosos e políticos pra caralho nesse disco. Afetou até um pouco da costumeira elegância, mas soa muito honesto e visceral. Quase um 'punk Garbage' em partes. O legal é que eles realmente "não deram a mínima" aqui, e fazer um álbum com esse despreendimento é sempre sinônimo de muita valentia.
02. The Wallflowers - Exit Wounds -> mais um dia no escritório. O Wallflowers não ia ao escritório fazia nove anos, na verdade. Mas foi, e como sempre fez um discaço de rock 'n roll gostoso pra burro. A produção moderna demais não casa 100% com o som (que é rock clássico / blues rock), mas não há mais o que criticar: o vocal do Jakob Dylan é um dos mais bonitos e perfeitos que existe, e o cara nunca tem uma performance menos que ótima. A composição segue sendo linda e criativa, embora muito fiel ao rock americano de outrora... Simplesmente fabuloso!
01. Carcass - Torn Arteries -> Os ingleses do Carcass já foram os pais do grindcore e os pais do death melódico. Então é uma banda que sempre lidera e é fartamente seguida. Em seu sétimo full, os caras já podem se orgulhar de ser uma das bandas com maior gama de amplitude sonora do metal (e tendo uma irretocável identidade). Esse é mais um álbum muito dinâmico, e ele responde com 'SIM' a todas as perguntas que um fã pergunta: "Tem o som clássico da banda?" Sim. "O álbum expande os horizontes sonoros da banda?" Sim. "Houve uma evolução ao álbum anterior?" Sim. "Os caras tocaram melhor do que nunca?" Sim. "A produção é boa?" Sim. Tipo, é tudo sim. Então, se a pergunta for "É o melhor disco do ano?", a resposta também é sim!