Time Wasters

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Top 10 Discos Pessoais - 7a Posição


É chegado o dia do rock! Uma boa desculpa para escrever sobre o sétimo filho do sétimo filho aqui no blog. Por sinal, esse blog tem uns textos muito afudê sobre o último disco do Musique (Lights And Shades), que é o melhor de todos os sete álbuns que essa entidade lançou - aqui com mais influência de Rob Zombie e Rammstein, mas dentro do pop e urbano que o Musique sempre foi. O que isso significa? Que você está convidado a ler os textos... e mais ainda: a ouvir esse álbum, que é daqueles raros casos em que o compositor não mexeria em nada após pronto. Realmente ficou melhor do que qualquer expectativa minha e soa muito, muito bem.

Bom, conforme eu dissera no post do Ten, no início dos 90's eu tava realmente imergindo com força no metal mais pesado que você pode imaginar. Iniciei aos poucos com os velhos do Metallica, depois com os Sepultura ali da virada da década e aí, após o Beneath The Remains, peguei grande gosto pela coisa. O Marcio da Crucifixion e o Ricardinho da Zone Off me lançaram mais uma série de coisas legais, tipo Obituary e Benediction, mesclados ao bom e velho thrash, como Kreator, Slayer e Possessed. 

Numa dessas andanças, o Moisés Batera me botou na mão duas fitas cassette contendo nelas os dois primeiros do Morbid Angel: o Altars of Madness, que ele disse que era excelente, e o Blessed Are The Sick, que ele falou que também era bem bom, mas menos que o Altars.

Eu coloquei o Altars primeiro e achei que nunca mais na vida ia tirar aquele cassette do som ou parar de ouvir. Simplesmente maravilhoso death/thrash com boa ambiência, apesar da velocidade constante. Composições realmente acima da média e com um fantástico repeat value. Coisa catchy mesmo. Já era digno de dizer que tinha mudado a vida desta pessoa.

Só que aí eu coloquei o Blessed Are The Sick para rolar, acho que uns dois ou três dias depois... e acho que eu levei uns dois meses para conseguir fechar a boca, tamanho o apavoramento que essa obra prima me causou. Ele é um pouco mais cadenciado do que o Altars, mas obviamente extremo. A atmosfera e a identidade da coisa tinham sido exponenciadas a limites musicais que eu não achei que fossem possíveis. E é um álbum de 1991, saca? Ainda tem o charminho de ter coisas erradas aqui e ali, com aquela raça peculiar das bandas embrionárias do estilo. Esse disco traz algumas músicas novas e outras que foram reaproveitadas do início de carreira, dando uma boa dinâmica ao disco, tendo sido re-roupadas e adequadas ao contexto novo.

Então. A atmosfera: obviamente que um álbum de death metal vai ter uma atmosfera satânica, e tudo o mais. Mas aqui o Morbid estava indo prum rumo diferente na competição: é uma coisa mais sensual, como se fosse uma visão meio "romantizada" da coisa. A pancada está lá, mas há aquela névoa por sobre. Em uma resenha do metal archives, li que o álbum é "fleshy", o que numa tradução meio tosca seria algo próximo de "carnal". É uma vibe poética de pecado, não de matança e carnificina.

Em termos de composições, obviamente eu sou fã de tudo no álbum, mas há que se destacar a inteligência no uso dos extremismos. Eles aparecem aqui e ali. Há um bom uso de partes mais lentas. Os solos são mais contidos e táticos, se comparados ao Altars que é total Slayerismo-alavanca. Há umas partes com flauta, e uma linda música de violão chamada Desolate Ways. Enfim, o álbum é muito, muito mais do que mais um disco de metal extremo. Ele totalmente redefiniu como abordar a extremidade, dando ao metal e à arte incríveis horizontes novos.

Como baterista, é sempre importante mencionar que o Pete Sandoval, do Morbid Angel é um dos maiores inovadores da história do metal. Ele simplesmente nunca faz o óbvio e tem uma elegância e um groove, que é imitado por 98% dos bateras do estilo até hoje. É tipo o Bonham do death metal. Sem exagero.

Tá aí. Um disco excelente para quem tem a mente aberta e, mesmo que hoje em dia pareça um pouco datado - especialmente em termos de produção - segue sendo o melhor álbum de metal extremo de todos os tempos, posição que dificilmente lhe será retirada, especialmente por conta do pioneirismo e ousadia, coisas que não são mais incentivadas na arte moderna.

Abençoados são os que leram até o fim e me deram aquele feedback maroto. Nos vemos.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Top 10 Discos Pessoais - 8a Posição


Meu oitavo álbum favorito aqui listado é um disco bastante inusitado e representa bem o porquê de eu ser um levantador assíduo da bandeira do alternative. De novo: não é panfletarismo. É só um gosto pessoal.

Betty é o terceiro disco do Helmet. É de 1994. Um disco que nem precisaria da minha vã tentativa de venda: veja essa menina inocente e essa capa coloridinha meiga. O nome da banda é capacete, cara. Antes era Purple Helmet, mas a gravadora sacou a piada a tempo. O nome do disco é Bete. Tipo Elizabete mesmo. Talvez seja mesmo uma gíria para "menina gata", mas até aí você está longe de ter um álbum de rock perigoso em mãos.

O primeiro álbum do Helmet, o Strap It On, era mais na linha pós-hardcore, pré-Glassjaw e Silverstein, meio na época da Rollins Band e do Slint. Bom para caráleo, como todos (TO-DOS) os discos do Helmet, mas embrionário ainda e, mesmo tendo lá sua originalidade, ainda não tinha aquele elemento que fizesse desse Helmet uma banda realmente a frente de seu tempo.

O segundo do Helmet sim. A porra do Meantime. Esse disco é tão fodido do caralho que o cara se obriga a encher o post de palavrão para tentar dar cabo da cavalice da coisa. É uma banda que tá até no metal archives, entende? O público adepto do metal entende que o Helmet é metal! Realmente tem elementos de 90's metal, inclusive o Helmet é um dos maiores influenciadores do que se convencionou chamar de 90's metal. Mas pra mim é alternative, cara. Lembra quando eu disse que eu entendia que para ser alternative tinha que soar meio Nirvana? Então, o orgasmo sonoro da coisa é a la In Utero ou Nevermind, mas a musicalidade aqui é bem melhor, a composição é focada (deboche & sarcasmo all over, mas o foco é inegável) e o peso é realmente algo que não dá opção: tem que chamar de metal mesmo - caso isso seja, de fato, sinônimo de som pesado.

O sucesso do Nirvana tem, obviamente, "culpa" do Helmet ter se tornado mainstream nessa época, mas lembra: a banda não era um mero alternativezinho. Era metal. Metal é sinônimo de musicalidade avançada. E isso temos em Betty. Alternative para o Rick em 94/95 ainda era, obrigatoriamente, sinônimo de barulho, peso e nirvanice. E isso temos em Betty. Hoje, pra mim ele ainda é um álbum de alternative, mas agora pelas razões certas.

Pois então. O Betty é um álbum com riffs geralmente com o bordão afinado um tom abaixo... aquela coisa toda que facilitou para que músicos fracos como eu pudessem escrever riffs para a Aberdeen. Mas o Helmet é uma banda muito, muito técnica. Ah, o vocal do cara. É... o vocal do cara é uma parada meio Bob Dylan, no fim das contas. Mas nessa época eu tava curtindo o Hetfield, o Mustaine, o Cavalera, o Ozzy, e nenhum deles é exatamente o Bruce Dickinson ou o Michael Kiske. Eu gosto do vocal desses caras todos, e do Page Hamilton (Helmet) também. Acho que ele sabia criar caos e fazer melodias com um correto balanço entre as grandezas... distribuindo bem as abordagens. E ele é um grande entertainer na arte dos encaixes silabares. Divertido mesmo.

Wilma's Rainbow, I Know, Milquetoast. Esse álbum tem uns arrasta-quarteirão que não há como ser mais impactuoso que isso. Eu já fui em um monte de show. Já vi produções tops, já vi bandas pesadas... mas o melhor show que eu já fui nessa vida foi o do Helmetzinho ali no Beco de Porto Alegre. Simplesmente porque essa banda é uma usina impiedosa de peso e grooves devastadores.

O Helmet insere ainda umas coisas de jazz, de blues, de acordes abertos. Isso tudo soma pontos nos quesitos originalidade e criatividade. Mas o que mais me seduz neles é a combinação de riffs & bateras. Eles têm coisas rítmicas muito engenhosas tipo em Rollo, Clean e Street Crab, mas não é Meshuggah. É bem mais fluído e natural. É quebrado, mas soa como se não fosse. Inclusive foi exatamente o que o Vinícius Möller disse sobre a faixa Disgraceful Inside, do disco Homeless, da Aberdeen (foi o Möller, hein, gurizada! O melhor tecladista desse país elogiou nosso álbum)!

A "militaridade ríffica" do Helmet, que foi o que conquistou o gosto das massas na época do Meantime, aparece (nesse Betty) especialmente nos clássicos Speechless e Tic. Mas o Betty é bem mais amplo que o álbum anterior musicalmente, e tem uma produção que é simplesmente maravilhosa - que soa muito bem aos meus (meus!) ouvidos. Sei muitos exemplos de bandas grandes que tentaram emular esse som aqui e simplesmente não encaixou.

Enfim. É um álbum muitíssimo bem composto, com essa espécie de "desleixo" - aqui oriundo de muito conhecimento e critério (que se encaixava bem na estética daquele momento), cujo uso não foi capaz de afugentar os ouvintes atentos que procuravam música boa e pesada: os de metal.

Simplesmente do ca(pa)cete!

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Top 10 Discos Pessoais - 9a Posição



Amigos, transeuntes virtuais e desafetos não declarados: meu nome é Rick Soares, faço o 3 Gerações na FurgFM aos sábados e terças e iniciei minha lista de top 10 favoritos há uns dias. Sobre esse meu nono colocado, eu sinto que preciso picturizar um pouco o momento de minha vida em que ele chegou, então permitam-me fazer o devido flashback:

Dos anos 92 a 95 eu estava bem inserido no metal. No mais pesado metal possível. 1995 já tinha sido um ano com algumas estranhezas sonoras - com o Kreator tendo feito o Cause for Conflict, e o Forbidden tendo lançado o Distortion, colocando a música industrial nos rumos do metal... até o Machine Head chegar e tomar tudo de assalto com o Burn My Eyes. Porém 96 e 97 foram anos cheios de transição, com o Load, do Metallica tendo sido aprovado por mim - aquele álbum é assumidamente alternative - e mais tarde com o Paradise Lost lançando o One Second, que me fez rumar ao eletrônico aos poucos, bem como perder o medo do pós-punks e dos rocks góticos dos 80.

Nesses anos de 96 e 97 eu estava rumando para o lado tradicional do metal, antes de ouvir o Load e o One Second. Sendo um adolescente desinformado e estando inserido no lado mais tradicional do metal, você pode acabar ficando um pouco mais confuso sobre o que é um bom músico: você abre a revista e o Yngwie Malmsteen diz que os caras do Pearl Jam são músicos e compositores péssimos; o que você acaba aceitando. Eu nunca havia ouvido uma faixa inteira do Pearl Jam e, obviamente, não estava interessado nesse estilo de música. Daí o Metallica lançou o Load e esse álbum me balançou de um jeito estranho: eu sentia que não era o Metallica quem estava, de fato, me movendo, mas sim um monstro muito maior, que tinha sido o mesmo que tinha induzido o Metallica a fazer esse movimento musical. Tipo, não era o Load que era bom pra caralho (entendo que o Load seja um dos álbuns mais heterogêneos da história da indústria), mas sim o combustível que havia abastecido aquela máquina. Era nisso que eu tinha ficado genuinamente interessado... as composições novas do Metallica tinham intenções que me interessavam, mas ainda não era aquele o approach correto da coisa. Então, ao saber que o Metallica estava com um pé e meio no alternative, fui para a Katsue e aluguei um monte de cds do estilo. Com certeza, eu lembro de alugar o Down on the Upside, o Dirt e o Ten.

Bom, aí sim. Ouvi o Ten, e mesmo tendo sido uma primeira audição meio hesitante, do tipo "esse troço é fantástico, mas é muito limpinho e surfzinho", o álbum me seduziu (assim como os outros) a insistir em outras ouvidas que se tornaram milhões. A Katsue enriqueceu às minhas custas e eu me tornei um adepto bastante entusiasta do alternative. 

Não há muito o que falar do Ten que já não tenha sido dito centenas de vezes. Mas a coisa que foi engraçada era que na minha cabeça, o alternative era um troço que soaria como Nirvana, banda que eu sempre achei ok, mas nada de tão absurdo. Então quando a gente entende que o Ten é um disco de alternative que é perfeito em todas as instâncias: vocais perfeitos, guitarras lindas, composições ganchudas, batidas tão ricas e intrincadas, sonoridade viciante... então é um choque de realidade muito imenso. Você começa a entender que as revistas e as mídias podem sim estar erradas. Que o todo-poderoso Malmsteen pode dizer algo do qual você discorda.

Então, basicamente, o Ten simboliza o meu nascimento: o Rick Soares compositor de alternative e (a posteriori) de música eletrônica iniciou aqui. Tenho que agradecer ao Load por ter sido o catalizador da coisa, mas em nenhum momento eu vi genialidade nesse álbum do Metallica. Contudo havia esse algo nele que eu precisava desvendar - que estava no Ten e em muitos dos álbuns que serão listados na sequência. 

Em 97/98 eu acabei por entrar na Aberdeen, que era a minha banda favorita da cidade. Agora estamos lançando um CD novo chamado Homeless, disponível na plataforma spotify, e que tem essa ousada ambição de ser um álbum importante na vida de muitos rockeir_s. Por isso, foi feito com todo o esmero do mundo! 

10 abraços em cada um que leu até aqui o/

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Top 10 Discos Pessoais - 10a Posição

Buenas, amigos, transeuntes virtuais e desafetos não declarados: meu nome é Rick Soares, faço o 3 Gerações na FurgFM aos sábados e terças (no qual teimosamente ainda divulgo música riograndina), e o meu top dez de discos segue sendo rigorosamente o mesmo desde que eu montei uma lista para o 'Imprensa Musical em Rio Grande', no orkut. Eu tenho essa lista de top 25 de todos os tempos num bloco de notas, e as posições 11-25 ocasionalmente dão umas "cambeadas", mas o top dez por si sol (sic) vem se mantendo intacto há mais de 10 anos - e não é por falta de buscar novidades - quem checa esse blog todo mês de dezembro (que é quando escolho meus tops do ano) percebe que sigo sempre na busca pela batida perfeita. Enfim, eu topei fazer esse top 10 regressivo (do 10 até o 1) por dois motivos: a) sempre é uma honra ser lembrado e mencionado pelos artistas que fazem arte, então 'brigadão Mr. Côwsta; b) (escrever sobre música) é algo que se fazia normalmente no Imprensa Musical RG, e era tão frutífero! Agora tá todo mundo se deliciando fazendo suas listas, mas não se misturava no Imprensa sabe-se lá deus por quê (tell me what you want - what you really, really want). Não vou marcar ninguém, mas estão todos convidados. É só botar no face "eu li o 1o parágrafo do Rick e me escalei".

Essa parte de publicar textos sobre música é um troço que sempre me gera uma certa intranquilidade, porque, vejam: eu não sou um bom músico, não sou estudado, não entendo de música, ninguém gosta de ler - e pior ainda se for um texto dum zé ninguém; porém, gosto muito, significa muito, e levo mais a sério do que um certo número de pessoas. Mas, no fundo, é só mais uma pessoa a ter uma opinião. Um gosto. Nunca foi e nunca será nada panfletário, com nenhum intento impositório, até porque a graça da coisa toda é descobrir que certos álbuns (que a gente nem dá assim tanta bola) afetam pessoas.

Introduções a parte, meu décimo listado é este motherfucker de 1993 que me representa demais - e não é a toa que recebeu a camisa 10: é um álbum que abraça em suas músicas: muita atmosfera, muito peso, muita beleza, muita melancolia da boa, muito deboche, muito sarcasmo; mas nada disso valeria se não houvesse um foco absurdo no aspecto composicional. Na montagem da coisa. No fluir entre as partes e naquele 'diálogo' que dinamiza o álbum.

Um álbum tão versátil que tem umas coisas simples e perfeitas como a cavocada sensacional nas estrofes de 'Christian Woman'. O pop-chiclé metido a progressivo de 'Black Number One'. Os hardcores aqui e ali pra confundir quem não ouviu o álbum anterior. As vinhetas para confundir quem ouviu o álbum anterior. Os doom metals, que nem soam tão métal, tamanha a monstruosidade melódica, que dilacera a sustentação da frágil bateria programada. Essa profundidade atmosférica que brota de uma forma tão fácil. Esses teclados noturnos, de um outono poético e sombrio, mas que emanam uma vibe divertida de Halloween. As letras eróticas. O pieguismo sagaz. As letras de uma frase só. A forma de pronunciar certos vocábulos do gênio RIP Peter Steele. Et cetera.

Talvez o 'October Rust' (96) seja um opus mais focado overall, mas certos homens têm essa mania de estar vestindo a primeira roupa que viu e dizer "quero essa". O vendedor traz um monte de outras coisas lindas, mas você quer essa just because. Eu escolho o 'Bloody Kisses' justamente pela sua maior gama, por cobrir um pouco mais de chão, e por ter sido a pedra angular, o landmark, o coiso que germinou a inteligência no gófik mérol, mas que, dependendo do modo de vista, pode apenas ter sido um disco pop-crooner carismático com guitarras fuzzeadas.

É uma banda totalmente inimitável. É um disco totalmente insuperável. Mas que ensinou, mesmo que de forma indireta, muitas lições para esse tal Homeless, que estamos tentando divulgar e fazer ser ouvido, digerido, apreciado, compreendido e compartilhado.

Um afago no coração e beijos sangrentos!

sábado, 16 de dezembro de 2017

Escolhas 2017

01. Oceania - Beneath The Surface -> trio alternative brasileirinho (MG) com músicos do Udora loucos para quebrar tudo. É tudo o que precisamos!

02. 10 Years - How To Live As Ghosts -> deus do céu. Que banda estupenda. Com a volta da formação original lançou seu sexto álbum praticamente perfeito consecutivo!

03. Depeche Mode - Spirit -> álbum desconfortavelmente melancólico. O melhor pós-Ultra, e isso é dizer muito!

04. Incubus - 8 -> incessantemente levantando a bandeira da arte alternativa de alto nível. Bom retorno!

05. Paradise Lost - Medusa -> ciclo completo. Banda fazendo um álbum na veia dos seus três primeiros com total conhecimento de causa!

06. Nickelback - Feed The Machine -> segundo melhor disco deles. Indo bem além da "fórmula de sempre", e vencendo!

07. Prong - Zero Days -> constante presença nas minhas listas. Sempre com material ótimo, pesado e muito coeso!

08. Glassjaw - Material Control -> magnífica fusão de Deftones, Helmet e Faith No More com identidade própria!

09. Morbid Angel - Kingdoms Disdained -> quando o Morbid faz um álbum focado, sempre será o melhor do estilo!

10. Jesus And Mary Chain - Damage And Joy -> figura entre meus álbuns favoritos do JAMC. Divertidamente triste!

11. Bonafide - Flames -> suecos que metem um rock n roll excelente: alto e grooveado; visível herança do Malcolm Young!

12. Cigarettes After Sex - Idem -> essa banda pós-punk tem uma identidade única e suas músicas são realmente bonitas!

13. Obituary - Obituary -> dando mais espaço para a bateria precisa do Donald Tardy e capitalizando com isso!

14. Alice Cooper - Paranormal -> aparentemente sabendo para onde ir, após tantos álbuns meio perdido. Merece a verificada!

15. Stone Sour - Hydrograd -> identidade intacta de seu metal-alternativo-eclético. Aqui mais metal!

16. Six Feet Under - Torment -> após uma fase mais moderna, retomando às fusões dos primeiros álbuns, que é o que gostamos mais!

17. Seether - Poison The Parish -> sem surpresas, sendo o Seether que desejamos, superando o álbum 5, pois aqui os ganchos são melhores!

18. Suffocation - Of The Dark Light -> álbum com a melhor combinação baixo/bateria da sua discografia. Não tente isso em casa!

19. Liam Gallagher - As You Were -> Liam modernizado, revigorado. Soando retrô como 2017!

20. Memoriam - Memoriam -> bom ver a velharada ex-Bolt Thrower lançando coisa. Long live!

Rio Grande 2017 (sem ordem particular)
The Experience Nebula Room - Ouroborous: Maduro, eclético, bem produzido e bem tocado.

Nitrovoid - Ecos De Um Labirinto Vertical: peso-pesado como sempre, dissonante, depressivo.

In Absenthia - Thou Shalt Not Forgive Fate: rumava para um caminho mais "poético", etéreo.

sábado, 31 de dezembro de 2016

Favoritinhos 2016

Ano passado foi um top 20. Esse ano, um top 15... Foi bem difícil fechar em apenas 15 álbuns! Ano de deixar o sempre presente Prong de fora. O maravilhoso disco novo do Crowbar também não foi escolhido... alguns álbuns que não entraram na minha lista podem ter sido bastante escutados por eu ser um fiel acompanhador da banda (caso de Alter Bridge, 69 Eyes, Meshuggah, Lordi, BSC, Heavenwood, Deftones). Enfim. Por algum motivo os quinze abaixo foram os escolhidos para estar na lista de 2016.

15. Metallica - Hardwired...To Self-Destruct: Por exemplo, o Metallica novo não seria material para top 15 na lista do Rick. O Hardwired só figurou aqui porque ele representou um renascimento inesperado do Metallica na minha vida. Há sons bons no disco, há uns ótimos, outros meio sem sal... o disco é um bocado heterogêneo! O que foi legal aqui foi ver o Metallica parando de calcular tudo e não tentando gerar mídia com coisas extra-música. É o caminho certo, e a maioria dos fãs gostou disso.

14. Metal Church - XI: Os veteranos mais consistentes do metal mundial chegaram a acabar com a banda! Mas com o súbito retorno do Mike Howe aos vocais, a banda lançou mais um álbum muito vigoroso, motivado e coeso. Infelizmente, será obscurecido pelos álbuns dos Big 4 (todos são bons), mas este XI merecia melhor sorte, pois é de uma banda cuja carreira é irrepreensível. 'No Tomorrow' é o maior hit da banda em muito tempo!

13. Death Angel - The Evil Divide: Caramba! Fazia realmente anos que o Death Angel batia na trave nos meus top álbuns, mas dessa vez entraram com esse Evil Divide! Você sabe. O heavy metal não tem trazido nada de muito novo ou revigorante. Então o que vai valer para um álbum ser relevante hoje em dia será a coesão, o apetite, as performances, as composições. Aqui realmente parece que, após algumas trocas de integrantes, eles encontraram uma formação que os levou ao próximo nível nos quesitos que citei. A versão nacional do disco traz uma ótima versão para o clássico 'Wasteland', dos góticos do The Mission.

12. Lacrimas Profundere - Hope Is Here: Os alemães tinham a quase impossível tarefa de superar o 'Antiadore', que era um disco perfeito. Tentaram algo bem ousado, que foi esse álbum conceitual e, com isso, tiveram dificuldade extra em conseguir alcançar aquele nível de ganchos carismáticos do álbum anterior. Nota-se que a banda foi cuidadosa e meticulosa como nunca antes, mas fora a faixa-título (que é um troço lindo demais!), acho que nenhuma outra música deste disco deverá perdurar por muito tempo nos set lists da banda.

11. Lelantos - Akrasia: Surpreendente projeto de Bruno Braga, da também brasileira In Absenthia. Este 'Akrasia' foca no funeral doom metal, deixando transparecer bastantes influências de Shape Of Despair (lembrem que escolhi o 'Monotony Fields' como o disco da década de 10 até o momento; ou seja: adoro esse estilo de música)! Mas não adiantaria apenas que a Lelantos fosse uma cópia qualquer para figurar aqui: Há composições (atos) cavalares e a produção soube mesclar muito bem a atmosfera vocal com a instrumental aqui. A faixa 'On Volitional Entities' é dilacerante!

10. Garbage - Strange Little Birds: Após o irregular 'Not Your Kind Of People', o Garbage entendeu que os flertes com a fase de seus álbuns 3 e 4 não estavam exatamente lhes rendendo os frutos musicais que eram capazes de render. Prometendo a atitude dos seus álbuns 1 e 2, esse álbum novo alcança nos momentos melancólicos e morfinantes os seus melhores resultados. As músicas com maior pique ficaram bem aquém das clássicas dos álbuns 1 e 2, mas as lentas e depressivas chegaram ao mesmo nível! Tenho gostado demais de "So We Can Stay Alive" e "If I Lost You".

09. Candlebox - Disappearing In Airports: Álbum duramente criticado pela mídia e fãs por não ser o rock pesado típico dos grunges do Candlebox. Pessoalmente, adorei ter sido surpreendido com esse approach mais melódico e musical! Os vocais de Kevin Martin ganharam ainda mais espaço, e a banda deu uma modernizada leve na sua identidade, aceitando mais influências do rock europeu atual. A faixa de abertura 'Only Because Of You' poderia ser um tremendo de um hit fantástico se o álbum tivesse o devido marketing e divulgação.

08. Saliva - Love, Lies & Therapy: Pois é. A saída do vocalista Josey Scott só fez bem ao Saliva, que agora com o novo cantor e exímio produtor Bobby Amaru chegam ao segundo álbum sensacional consecutivo, após vários tropeços e álbuns fracos nos últimos anos com Josey Scott. Tendo um grande produtor na banda, os cuidados sonoros aumentaram bastante, e a banda está compondo muito mais pesado agora! Otimos refrãos e riffs criativos - não apenas o new metal de sempre, ou aquele pós-grunge no automático. Não transforme o Saliva numa one-hit wonder: 'Always' é perfeita, realmente! Mas 'Rx' desse novo álbum tem todos os ingredientes para ser um hit gigante. Em geral, o álbum é muito coeso. Eu cortaria apenas uma ou outra balada, porque eles têm composto tremendos rockaços certeiros!

07. Filter - Crazy Eyes: Filter retornando às raízes com tudo! Disco bem eletrônico aqui, incrivelmente pesado e raivoso, com os vocais sempre absurdos do Richard Patrick. No entanto, o Filter, por uns 15 anos, vinha sendo uma banda de alternative - o que ajudou a dar a esse álbum uma originalidade e um frescor muito grandes. É um ótimo balanço da esquizofrenia do 'Short Bus' com a classe do 'The Trouble With Angels', com vantagem para a esquizofrenia, é claro. Eles vêm tocando várias músicas desse material novo ao vivo e a recepção vem sendo ótima! É um disco com uma energia insuperável, e creio que o Filter seguirá esse caminho por mais tempo.

06. 3 Doors Down - Us And The Night: Oh! O 3 Doors Down está soando mais feliz nesse álbum! Yeah. Nessa época, o guitarrista Matt Roberts, agora falecido, tinha saído da banda para tentar tratar sua (fatal) doença. Então, creio que o vibe na banda estava mais leve, o que culminou em sons maduros, porém mais uptempo, além de "rocks-noturnos-festa" e modernos. A banda permitiu-se experimentar um pouco mais e sair da sua zona de conforto, elevando bastante o nível de suas composições e letras. 'In The Dark' e 'The Broken' não devem nada para a clássica 'Kryptonite'. Um álbum que aponta para uma evolução musical do 3 Doors Down, o que era algo que poucos poderiam ter previsto!

05. Bon Jovi - This House Is Not For Sale: Tenho total consciência que 98% dos fãs do Bon Jovi são os fãs da fase oitentista/hard da banda. 1% é fã ali do momento intermediário com os álbums These Days, Crush, Have A Nice Day, talvez até The Circle. Eu estou no 1% que acha que a banda está melhor do que nunca nos dois últimos discos - a saber: What About Now (eu não considero o Burning Bridges um registro válido, pois compilou sobras) e esse novo aqui. Primeiro álbum da banda sem o icônico guitarrista Richie Sambora, 'This House Is Not For Sale' vem com um certo gosto de "temos o que provar", e essa gana exala das faixas do disco, embora ele seja, estilisticamente, uma continuação lógica do What About Now. Disco muito maduro, sem gritarias ou performances exuberantes, mas com uma proposta coletiva de grandes canções com significado, apresentando um mínimo flerte com música eletrônica, além claro, dos já previsíveis enxertos de música country. Ideal para pessoas com a mente aberta para um rock mais cadenciado e eclético!

04. Korn - The Serenity Of Suffering: Galera radical que dizia que o Korn não era o Korn sem o guitarrista Head: vocês estavam certos! Segundo álbum após o retorno de Head à banda, 'The Serenity Of Suffering' supera com facilidade o álbum anterior (que já era bem bom) 'The Paradigm Shift', que marcava uma espécie de despedida do Korn dos elementos mais trip-hop e lounge do som da banda. Realmente, no álbum mais novo, a banda foi com tudo naquela intenção mais pesada de se fazer som e se saiu muito bem! É um álbum que remete, sem forçação de barra, aos tempos de "Follow The Leader" e "Issues", um pouco menos eclético e mais raivoso. Praticamente tudo no álbum soa explosivo, perigoso, genuíno e com aquela motivação inconsequente do início da banda - o que é algo muito difícil de ser feito por qualquer banda mainstream americana em uma gravadora grande nos dias de hoje. Muitos tentam, mas ninguém soa mais pesado do que o Korn quando eles tentam ser pesados!

03. Katatonia - The Fall Of Hearts: Após alguns álbuns um pouco mais leves e melódicos, que culminaram em um álbum acústico, o Katatonia chega em 'The Fall Of Hearts' com aquele peso e habilidade instrumental da trinca Viva Emptiness, The Great Cold Distance e Night Is The New Day, mais a sua expertise melódica e seu incrível senso eclético desenvolvido nos últimos anos. Quando menciono o ecletismo, isso significa que, mesmo agregando elementos novos no seu som, a banda soube como manter sua identidade sonora intacta. São coisas que desafiam os músicos da banda, bem como os fãs. Outra grande melhora do Katatonia neste álbum novo diz respeito aos ganchos melódicos de vocal: a impressão que a banda nos passava era que, nos discos recentes, esse não era mais o foco. Mas neste álbum novo, este aspecto não foi deixado de lado e temos, além de tudo que já citei, grandes refrãos e melodias vocais altamente cativantes. Por ser uma banda muito única, este álbum não é uma audição fácil para qualquer fã de música, mas prova ser um ótimo ponto de partida para o fã interessado em conhecer a banda, pois engloba tudo que faz a banda ser relevante e sensacional!

02. Helmet - Dead To The World: Meu Top 2 desse ano talvez desaponte o fã de música que não seja um obcecado por alternative pesado, pois colocarei álbuns que são feitos para quem é total adepto deste nicho. Iniciando com 'Dead To The World', do Helmet, que é um álbum que é muito significativo por vários aspectos. Especialmente pela variedade de emoções que o álbum permitiu e conseguiu explicitar ao fã. Sons peso-pesados? Sim. O álbum possui! É um álbum do Helmet, então isso já é esperado. Sons mais descontraídos? Sim. Possui! Nota-se isso em alguns dos títulos das músicas, nos solos mais pegajosos e assoviáveis, nas melodias de vocal mais compreensíveis e na perceptível diversão do processo. Atmosferas miseráveis e dilacerantes? Sim! Possui muitas! E é aqui o grande acerto do álbum. Ele não é tímido em ser miseravelmente atmosférico nas partes limpas (faixa-título), nas partes sujas, rápidas e lentas. Aliás, algumas faixas mais lentas são super não-frenéticas, como "Look Alive", mas cara... como são expressivas! É facilmente o meu segundo álbum favorito do Helmet (pós-Stanier, claro), perdendo por pouco para o 'Monochrome'.

01. Chevelle - The North Corridor: falar sobre o Chevelle é um troço meio restrito, meio previsível... eles não mudam a identidade sonora e a gente já sabe o que esperar da banda antes mesmo do álbum sair. O que não se sabe é se as músicas novas serão boas, muito boas, ótimas ou sensacionais. Normalmente, elas aparecem alternadas nos álbuns, como por exemplo nos últimos bons dois últimos registros 'Hats Off To The Bull' e 'La Gárgola', que tinham momentos bons, mesclados aos indispensáveis. Aqui no North Corridor é só ótimo ou sensacional. Mesmo quando é apenas ótimo, é bem perto do sensacional! A banda simplesmente conseguiu trazer um disco bem perto do perfeito em 2016, o que foi até meio surpreendente, porque as vezes a gente imagina que a fonte possa estar secando - especialmente quando uma banda faz sempre o mesmo estilo de som, como o Chevelle! Eles optaram por uma produção mais simples nesse álbum, colocando os graves e médios bem destacados. Isso foi um grande acerto! Deixou suas músicas com um low-end muito impactuoso. Outro aspecto é que eles aperfeiçoaram a composição daquelas faixas que não eram muito melódicas, e as faixas que não eram "as mais importantes" do disco têm um algo a mais e tornaram-se semi-hits. Aliás, este álbum é tão coeso e homogêneo que a gente não consegue achar um hit... mas partes de quase todos os sons são facilmente lembráveis, fazendo deste o álbum mais fodido do ano, por sua ótima coesão, coerência, competência e crueza!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Favoritinhos 2015

Escrevo o meu melhores do ano desde 2006 (orkut), e minhas listas se caracterizam por bastante fidelidade e repetição dos mesmos artistas. Aqui em 2015, posso afirmar que há um número bastante elevado, para os meus padrões, de bandas que nunca haviam estado na minha lista. Isso é algo que muito me alegra, pois foge do óbvio e ajuda-me a manter-me motivado, prestando atenção ao cenário, sempre procurando por bandas e artistas que possam elevar a arte ao próximo nível.

20 Kutless - Surrender - banda alternativa que eu ouvia loucamente até mais ou menos 2007. Daí, lançaram alguns álbuns meio mais ou menos, um pouco estabanados. Surrender, que é mais melódico, os colocou de volta no caminho certo.

19 Motörhead - Bad Magic - minha lista estava pronta antes do previsível/lamentável falecimento do Lemmy. Aqui mais uma prova de que eles não têm só uma música ou álbum bom. Bad Magic é outro álbum com a peculiar identidade, mas com pitadas de novidades aqui e ali.

18 Ektomorf - Aggressor - os mestres do metal húngaro superaram há muito tempo os seus mestres - a saber: o Soulfly. Com uma música bem mais pesada e menos cabeça, eles, com suas pitadas de Coal Chamber, sempre criam álbuns que são pura adrenalina.

17 Audiotopsy - Natural Causes - com o Mudvayne mais acabado do que em hiato, dois dos integrantes criaram esse projeto aqui - que é bem similar ao Mudvayne da fase Lost And Found. É menos quebrado e ainda mais agressivo. Tomara que lancem mais coisas.

16 Queensrÿche - Condition Hüman -> após todas as indecisões e confusões internas, a banda de Seattle (que não era grunge, passou a sê-lo e agora não é mais) lança meu melhor álbum não-grunge. Daqueles álbuns que você duvida que sejam superados, pois é realmente ótimo.

15 Def Leppard - Def Leppard -> não é fácil soar relevante nesse estilo. Houve um desgaste realmente grande dessa coisa hard rock açucarada. Mas os britânicos aqui manjam muito de carisma, e boas melodias & ganchos, que são coisas raras nos dias atuais.

14 Saint Asonia - Saint Asonia -> Mike Mushok (o do Staind) juntou forças com o ex-vocalista do Three Days Grace e saiu esse álbum que é um belo meio termo entre as duas bandas. Um pouco mais para 3DG, é verdade. Mas as melhores músicas, obviamente, são as mais Staind.

13 Pop Evil - Up -> banda que tem um nomezinho terrível, mas faz uma interessante fusão de Monster Magnet, Imagine Dragons e Nickelback, com grandes vocais e um espírito alternative/pop bem aventureiro. Grande descoberta.

12 Morgoth - Ungod -> banda de Death Metal que acabou, deixou saudades, retornou, fez uma tour, percebeu que tinha bala na agulha e fez o seu melhor disco. É old school, mas é muito original e viciante.

11 Moonspell - Extinct -> todos seguem o líder. Às vezes eles decidem que o mundo deve ser black metal ou folk, mas em discos como esse aqui, eles apontam para o rumo do gótico mais puro. E todos obedientemente os seguirão.

10 Sevendust - Kill The Flaw -> umas das discografias mais coesas do mundo. 7dust não surpreendendo, mas re-fidelizando o seu fã fiel com mais um álbum bastante interessante e diversificado.

09 Faith No More - Sol Invictus -> álbum que só faz crescer a cada ouvida. Essencial e muito necessário, com músicas bem equilibradas em termos de performances dos músicos.

08 Lifehouse - Out Of The Wasteland -> música perfeita para se ouvir no rádio, com apelo FM, mas com muita paixão e emoção.

07 Fear Factory - Genexus -> FF soando um pouco mais físico, mais intenso e dividindo bem o seu álbum em momentos metal e industrial, ao invés de sempre tentar fundi-los.

06 10 Years - From Birth To Burial -> sempre indo muito além do óbvio e fazendo um alternative denso, inteligente, surpreendente, motivante e refrescante. Geniais e incompreendidos.

05 Amorphis - Under The Red Cloud -> aumentando a complexidade e a sabedoria para desafiar o seu ouvinte com muito requinte - o que é exatamente o que o fã dessa banda espera dela. Lembra um pouco o vibe do álbum Elegy.

04 Paradise Lost - The Plague Within -> praticamente completando o ciclo, retornando com força às raízes doom metal. Recapturando aquela "manha" de fazer melodias mega profundas & carismáticas, agora com sete cordas de guitarra.

03 Collective Soul - See What You Started By Continuing -> indo de cabeça no rock FM, cortando os excessos de clichês acústicos, e com pitadas alternativas bem sacadas.

02 Coal Chamber - Rivals -> Consistente, intenso, raçudo e mega pesado. Dez Fafara realmente faminto aqui, com vocais fulminantes e soando melhor do que nunca, apesar dos 20 anos de drives & guturais.

01 Shape Of Despair - Monotony Fields -> até aqui o melhor álbum da década de 10. Uma muralha de peso, beleza e agonia. Certamente nos top 3 discos de Doom Metal de todos os tempos, junto com o Forest Of Equilibrium e o Turn Loose The Swans - ambos com mais de duas décadas de idade.

2016 promete.
Abraços.